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Distant conta a história de um mineiro de asteróides que, após aterrissar em um planeta alienígena, deve enfrentar os desafios de seu novo ambiente, enquanto atravessa o terreno áspero até uma única sobrevivente.
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Perdidos num planeta distante: "Distante" (Long distance, 2024) https://youtu.be/qPeCEHDFjxY?si=--uCteJiGHuFrxLk
Um bom filme pra compor a lista de Sessão da Tarde!
Filme mediano para ruim, mas da curiosidade pra saber como acaba, apesar de algo insatisfatório.
Da pra passar o tempo
O espaço é hostil. Mas às vezes o maior perigo é cair num roteiro com sinal fraco. Long Distance conhece a rota para onde está indo: planeta hostil, criaturas à espreita, trajes que racham na hora errada. O problema é que, entre um bom momento e outro, a nave parece seguir no piloto automático — e o filme também.
Depois de uma chuva de meteoros obliterar a nave-mãe, três tripulantes sobrevivem em cápsulas e caem num planeta rochoso, enevoado e implacável — mas visualmente competente. A ambientação árida funciona, assim como os trajes tecnológicos e a arquitetura das criaturas: aranhas de três patas com rabo de caranguejo, vagalumes que colorem o visor de vermelho, um verme saído diretamente dos pesadelos de Tremors. A produção entrega — e é, talvez, o que mais entrega.
O que poderia ser uma jornada intensa de sobrevivência em grupo acaba reduzido a uma conexão entre dois personagens. Andy Ramirez, ainda digerindo um luto genérico (esposa e filho), atravessa o planeta em busca de Naomi Calloway, ferida e presa na cápsula, com quem só se comunica via rádio. A interação é simpática, mas sem faísca. E com apenas dois sobreviventes em cena, o filme perde a chance de explorar dinâmicas mais tensas — aquelas que fazem a sobrevivência pesar.
O humor vem em parte da IA do traje, L.E.O.N.A.R.D., uma espécie de GPS cansado com um toque marcante que os próprios personagens comentam. Não chega a ser hilária, mas tem seu charme — especialmente quando os créditos finais revelam de onde vem aquele som insistente: Mesmerize, do Ja Rule. A graça está mais na repetição do que nas falas, funcionando como um respiro cômico que ora diverte, ora cansa. Mas, no fim, nunca atrapalha a atmosfera do planeta nem esvazia o senso de perigo.
Mesmo com o ritmo diluído, o filme guarda bons momentos. A cena em que Andy é engolido por um verme e escapa usando o desfibrilador do traje é um deles. O clímax, então, flerta com o engenhoso: Naomi corre com luzes piscando no traje, servindo de isca para atrair a aranha gigante até uma cápsula suspensa — que despenca e esmaga a criatura. É visualmente eficiente, bem resolvido, e prova que o filme sabe o que fazer quando se arrisca. No fim, Long Distance não é um desastre — é uma boa ideia orbitando algo melhor. Tem boas cenas, criaturas interessantes e um planeta que merecia mais. Mas como o nome já sugere, falta proximidade. E quando a cápsula finalmente cai, o impacto é só o suficiente para entreter — nunca para cravar.