Manchester, Inglaterra, início dos anos 60. Ian Brady (Andy Serkis) e a namorada, Myra Hindley (Samantha Morton), matam algumas crianças e recebem prisão perpétua, pois a pena capital foi abolida semanas antes. Paralelamente um fervoroso católico, Frank Packenham (Jim Broadbent), o 7º Conde de Longford, que tinha um cargo de destaque no governo, habitualmente visita presidiários, pois crê no perdão e sempre procura vê-los da melhor maneira. Quando recebe uma carta de Myra pedindo que vá visitá-la, Elizabeth (Lindsay Duncan), a mulher dele, protesta, pois considera o crime dela imperdoável. Frank não partilha desta opinião e vai até o presídio falar com Myra. Apesar de toda desaprovação familiar e da opinião pública, Longford continua visitando Myra e trocando cartas com ela. Ao saber que ela se converteu ao catolicismo, Longford a encoraja a pedir perdão para deus. Seu cúmplice, Ian, é um psicopata que é visitado por Frank. Na ocasião ele adverte que Myra o está usando, uma hipótese que não pode ser descartada.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Impactada com o filme. O personagem título me lembrou demais o personagem principal do livro O Idiota(Dostoievski).
Difícil...vi dia 21/02/22...queria muito ver esse filme logo quando o conheci...e achei hoje!
“Longford” marca mais uma investida do roteirista Peter Morgan no segmento dos filmes com temas políticos e sociais. Sendo que, ao invés de uma rainha dividida entre o seu papel e o que o seu povo deseja, ou um jovem médico seduzido – e, depois, atormentado – pelo poder, temos um homem deveras comum, de aparência frágil e fala mansa. Ele pode, à primeira vista, parecer ingênuo, mas, na realidade, é um homem extremamente otimista. Lorde Frank Longford acreditava na possibilidade de redenção e, principalmente, no poder da segunda chance.
Alguém tem link desse filme para assistir? Pois não encontro.mais.
O tema é pesadíssimo. Talvez por isso, o filme prenda tanto a nossa atenção.
Foi impossível pra mim, não sentir uma antipatia pelo Lord Longford. Ser benevolente, tentar confortar detentos de alguma forma, com música e livros, até aí, tudo bem. Agora, tentar a todo custo obter a liberdade condicional de uma assassina de crianças????? Isso foi inaceitável pra mim. Ele foi omisso em relação a fita que recebeu contendo os áudios dos crimes, ele só ouviu a fita, depois que a Myra confessou a ele que tinha omitido outros crimes. Depois disso, ele e sua esposa se trancaram em casa, com a porta cheia de repórteres perguntando se ele não daria uma declaração pedindo desculpas às famílias das vítimas. Sua esposa simplesmente se levantou do sofá e disse que chamaria a polícia para dispersar os repórteres. Como pode ??? Isso não demonstra religiosidade e sim soberba e prepotência, já que ele não admitiu estar errado. O Lord Longford e mais tarde, sua esposa, estavam convencidos da inocência da Myra, mas não se sentiam nem um pouco sensibilizados com a dor dos familiares das vitimas ???? Que religiosidade é essa ???? Se preocupam em dar algum conforto à criminosa, mas se esquecem de toda dor e sofrimento de suas vítimas???? E pior, quando vem à tona, que o Lord Longford estava totalmente errado, ele simplesmente se nega a falar, e se tranca em casa. Se ele fosse tão religioso como queria transparecer, por vontade própria, ele viria a público e admitiria seu erro, e pediria perdão às famílias das crianças mortas. Religioso... sei...