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Data de lançamento
25 Julho 2014Duração
Quando a inocente jovem Lucy (Scarlett Johansson) é forçada a transportar drogas dentro do seu estômago, por acaso, ela acaba absorvendo as drogas, e um efeito inesperado acontece: Lucy ganha poderes sobre-humanos, incluindo a telecinesia, a ausência de dor e a capacidade de adquirir conhecimento instantaneamente.
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gostei. bom passatempo , alguns cliche do filme o passageiro do futuro , mas o roteiro por ser ficcao a cgi das cenas foram perfeitas , e entra em algumas temas da teoria da evolucao e do big bang.bye cinefilos 👋
Um dos blockbusters mais divertidos e psicodélicos da década passada. O conceito de usar 100% da capacidade cerebral vira uma desculpa perfeita para cenas de ação insanas e efeitos visuais espetaculares. Scarlett Johansson está impecável no papel.
Luc Besson é um mestre em embrulhar ideias complexas em pacotes de adrenalina pura em filmes de ação. "Lucy" faz o caminho inverso dos filmes cabeça: ele te ganha pela ação foda para depois te entregar a física quântica. É a didática perfeita, explicando o funcionamento da mente como a mãe do Forrest Gump explicava a vida para o filho. "Lucy" é um filme que usa o estilo "O Profissional" para ilustrar o que o ser humano é capaz de se tornar quando quebra as correntes da Matrix biológica.
Acompanhar a Scarlett Johansson subir a escala de 20%, 30% até 100% de atividade cerebral é ver a matéria se curvando diante da informação. Na medida em que a droga CPH4 faz o efeito biológico, a mente de Lucy para de olhar o mundo como os cômodos de uma casa, e passa agora a enxergar a casa inteira de cima.
Essa evolução absurda não a deixa fria; mas sem uma reação humana comum que conhecemos na nossa 3D. Sua consciência humana, expande os sentidos a um nível multidimensional onde o tempo, espaço não é mais uma linha, mas um mapa aberto. E pensamentos, assim como seus sentimentos, não estão na escala comum de risos e abraços, a consciência de Lucy, agora está em algo desconhecido.
Numa conexão ideias onde a quantidade de informações não podem ser medidas como a de uma mulher na balada bebendo, ou de um genio de Harvard. Para ela agora, o mundo e o universo que conhcemos não tem mais distâncias, tem frequências.
As cenas em que ela enxerga os fluxos de energia das árvores e dos celulares são o coração do filme. Nada está mais isolado, tudo e todos estão conectados. O filme ilustra o que já entendemos sobre o poder do corpo humano e a grandeza infinita da Consciência Universal. Mostrando dw forma brilhante, que Lucy deixa de ser um HD limitado para se tornar a própria nuvem de dados que sustenta o universo. Ela se torna o sacrifício da forma física em nome da imortalidade do conhecimento.
"Lucy" é uma obra-prima da ação e ficção, que prova que o conhecimento é a chave não só do universo, mas da vida. O final é um espetáculo de ideias em cenas se ação, que nos deixa com uma pergunta pulsante: "se ela está em toda parte, o quanto de nós ainda está dormindo?"
"Lucy", é um filme genial pra quem não tem medo de pensar e evoluir.
Há uma cena no filme Lucy que raramente recebe atenção analítica. Trata-se do momento em que a protagonista telefona para a mãe enquanto a substância já se espalha por seu corpo. Mesmo com o cérebro processando informações em uma escala superior à de qualquer computador, há uma interrupção para realizar a ligação — não com o objetivo de pedir ajuda ou se despedir, mas apenas para ouvir a voz materna.
Nessa cena, é feita a afirmação de que ainda é possível recordar o gosto do leite materno. Embora pareça um detalhe sensível, trata-se do último instante em que a personagem manifesta traços humanos. A partir desse ponto, conforme o percentual de atividade cerebral aumenta, ocorre a perda progressiva de características fundamentais: dor, medo, desejo, amor. Ao atingir 100%, a personagem não morre, mas se transforma em informação.
O filme sugere esse processo como uma forma de evolução, interpretação amplamente aceita pelo público. No entanto, há uma leitura alternativa: a narrativa não trata do que o ser humano pode se tornar, mas do que pode perder. Essa perda não ocorre apenas na ficção, mas também na realidade, ainda que de maneira mais lenta.
O diretor afirmou em entrevistas que o mito dos 10% do cérebro é cientificamente incorreto, sendo utilizado apenas como recurso narrativo. Isso indica que a obra não deve ser interpretada como um estudo de neurociência, mas como uma reflexão mais ampla.
No início, a protagonista é extremamente humana: sente medo, chora, implora e reage intensamente às circunstâncias adversas. Há cenas desconfortáveis que reforçam essa vulnerabilidade e criam empatia no espectador. Com o avanço da substância, surgem habilidades extraordinárias, frequentemente interpretadas como empoderamento. No entanto, paralelamente, há uma redução deliberada da expressividade emocional da personagem, evidenciando um processo de apagamento.
Em níveis intermediários de capacidade cerebral, desaparecem dúvidas, questionamentos e, por fim, qualquer vestígio de identidade individual. No estágio final, a onipresença equivale à ausência total de existência individual.
Essa trajetória dialoga com ideias filosóficas. Em Crime e Castigo, de Dostoiévski, o protagonista defende a existência de indivíduos “extraordinários”, acima da moral comum. A narrativa demonstra o colapso dessa teoria, evidenciando que a consciência moral é inevitável. Já no filme, a personagem perde essa consciência, agindo sem culpa. Isso sugere que a moral não limita a inteligência, mas é parte essencial dela. Sem a capacidade de sofrer, o ser humano não se liberta, mas se destrói.
Outra perspectiva relevante é a de Henri Bergson, que distingue o tempo cronológico do tempo vivido. Embora a personagem adquira acesso total ao tempo objetivo, perde a capacidade de vivenciar o presente. Sem limitação, nenhum momento possui relevância.
Há também uma dimensão relacional. Em determinado momento, a personagem mantém um vínculo com outro indivíduo não por necessidade prática, mas como tentativa de preservar um traço de humanidade. Esse gesto evidencia a consciência de sua própria dissolução.
A reflexão pode ser ampliada com a noção de “atenção” desenvolvida por Simone Weil, entendida como presença plena diante do outro. A perda dessa capacidade marca o início do processo de desumanização: pessoas passam a ser vistas como padrões, variáveis ou obstáculos, e não como indivíduos.
Por fim, a obra pode ser interpretada à luz do pensamento de Albert Camus sobre o absurdo da existência. Enquanto a condição humana implica buscar sentido em um universo indiferente, a personagem resolve essa contradição ao se tornar totalidade. No entanto, ao eliminar a diferença entre si e o mundo, elimina também a própria identidade.
Essa leitura permite uma aproximação com a realidade contemporânea. A crescente hiperconectividade não elimina emoções de forma abrupta, mas promove um processo gradual de anestesia. Experiências profundas são substituídas por consumo superficial, e a presença é fragmentada.
A questão central proposta, ainda que implicitamente, é o custo de deixar de sentir. A reflexão final desloca-se para o espectador: ainda é possível reconhecer o que está sendo perdido, ou o processo já avançou a ponto de tornar essa percepção difícil?
assistido em 15/03/2026
Achei o filme muito legal; a ideia é excelente e chamou muito a minha atenção. A qualidade técnica é de encher os olhos e me surpreendeu, assim como o elenco, que se saiu muito bem. A Scarlett Johansson estava ótima no papel, apesar de, em alguns momentos, lembrar um pouco a Viúva Negra. No geral, o filme é muito bom: as cenas de ação são competentes e a ambientação em diferentes países ficou ótima, saindo um pouco daquele clichê de tudo acontecer nos EUA. Achei apenas a história um pouco maluca demais, pois não explica muito bem os 'poderes' da protagonista. Ainda assim, é um ótimo filme de ação que eu recomendo; não esperava muito, mas ele entregou bastante."