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Data de lançamento
12 Fev. 1988Duração
Em Mission College, uma universidade de negros sulista, Vaughn Dunlap (Laurence Fishburne) é um estudante sério, que se envolve com problemas estudantis e direciona suas críticas para a atual administração, que considera insensível para sérios problemas. Vaughn está profundamente ligado no sistema de ascensão social das fraternidades. Dunlap é um ativista dedicado, enquanto Meia-Tigela (Spike Lee), seu primo mais jovem, gasta a maioria do tempo tentando ingressar na fraternidade mais popular enquanto tenta achar desesperadamente um envolvimento (e provar que não é virgem). Os dois tentam alcançar suas metas discrepantes e, paralelamente, há um problema racial em conflito dividindo a universidade entre os "Wannabees", os mais claros, e os "Jigaboos", os mais escuros.
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Quatro estrelas e um polegar para cima da minha parte. Este filme foi muito bom e incluiu um enorme elenco de atores familiares. Este filme provocativo, cuidadosamente planejado, escrito com maestria, prendeu minha atenção o tempo todo.
Foi ótimo ver todos esses atores tão jovens, mesmo que a música fosse boa (muitos são atores e músicos renomados hj em dia) e minhas preferências pessoais geralmente têm dificuldade com filmes musicais.
No entanto, a cena de atuação foi excelente.
Tem seu valor, claro... mas é fraco, perto do que se espera de Spike Lee.
Vale a pena por ver algumas feras que ficariam famosas e o elenco menos badalado mas que sempre estão presentes em obras desse naipe.
Fora os musicais, que me desculpem, mas eu não tenho saco.
Revolução Estudantil é uma obra cinematográfica ambiciosa e ousada, embora sua ambição por vezes resulte em desorganização e confusão. Spike Lee aborda uma variedade de temas, mas a execução nem sempre atinge a satisfação desejada, com a narrativa sofrendo de uma montagem irregular e transições abruptas entre gêneros. A dualidade entre momentos hilários e reflexivos, por vezes, carece de harmonia.
Apesar desses desafios, o filme apresenta méritos notáveis. Lee brilha com energia e criatividade, entregando cenas memoráveis, como as coreografias musicais, debates acalorados e um final simbólico. O elenco, carismático e talentoso, retrata seus personagens com naturalidade e expressividade. Revolução Estudantil é honesto e revelador sobre a realidade e os desafios dos negros americanos na época, mantendo sua relevância nos dias de hoje.
Considerado um filme imperfeito, mas intrigante e provocativo, Revolução Estudantil marca o início da carreira de Spike Lee, revelando sua visão e voz como artista. Mesmo não figurando entre as melhores obras do diretor, merece ser visto e discutido por sua contribuição significativa para a filmografia de Lee e sua exploração autêntica das complexidades sociais e raciais.
Em 1988, Spike Lee já trabalhava a estilização de "Faça a Coisa Certa" e o jeitão late night mood, meio introspectivo, de "Mais e Melhores Blues", mas em um filme high school que se reveza entre a distopia e a utopia em iguais proporções (exatamente do que os sonhos presentes nos musicais da antiga Hollywood [homenageada no filme] eram feitos), mas não a ponto de não ser realista, em que brigas de gangues e fofocas estudantis são causas de intrigas entre as personagens. É muito legal ver esses ensaios de início de carreira em que diretores famosos podiam improvisar e, por ainda não ter muita noção do status que iriam alcançar, aceitavam arriscar e experimentar. Larry Fishburne, Giancarlo Esposito (o Gus de "Breaking Bad", que, antes de ficar famoso mundialmente, era um dos queridinhos de Lee) e Samuel L. Jackson em uma pontinha: que trio! O filme é imperfeito e se você analisá-lo como um rascunho, vai te envolver mais.
Não está entre meus preferidos do Spike Lee, mas é muito bacana ver essa trupe dele toda reunida novamente, esses nomes desse elenco são figurinhas marcadas em seus longas oitentistas.
Essa essência presente nos filmes do diretor é muito única, seus enredos possuem umas montagens malucas, e são sempre bem artísticos (sem falar dos assuntos importantes citados, é óbvio).
Filme legal, mas como disse antes... não está entre meus xodós do diretor.