Garçonete é expulsa de casa por dar a luz a uma criança fora do casamento e é obrigada a doar seu filho recém-nascido para uma instituição de caridade.
Ida Lupino mexendo com tabus desde seu primeiro filme, ainda que tenha sido seu primeiro filme por acaso . Tem algo de distante da minha realidade nesta questão da relação de uma mãe solteira com a sociedade . realidade que eu não vivi e talvez por isso me cause certa distância. Bom saber o quanto o mundo evoluiu , pelo menos neste sentido.
Um sensível drama bem conduzido por Ida Lupino, com bom desempenho de Sally Forrest (que também estrelaria Quem Amam Não Teme e Laços de Sangue, ambos dirigidos por Lupino). Também uma rara oportunidade de ver Leo Penn (pai de Sean Penn) antes de ser perseguido pelo macarthismo.
Em uma época que falar de gravidez fora do casamento era um tabu, aqui temos um filme que passa dessas normas e nos leva a ter empatia pela personagem principal. Um drama conduzido pelo olhar feminino.
É impressionante o quão coerente e ousada era a Ida Lupino na escolha de seus temas: além de abordar a gravidez de uma maneira não-permitida por Hollywood (desafiando com audácia as convenções da época), há diversos elementos em comum em relação a O MUNDO É O CULPADO. O olhar feminino e feminista da diretora não fica restrito à temática, entretanto: ela serve-se de ângulos de câmera inusitados, que retratam com conhecimento ótpico de causa a aflição de quem sofre, é desacreditada e/ou violentada. O coadjuvante Keefe Brasselle impressiona pela beleza e pela ternura, mas o charme e a competência actancial de Sally Forrest também impressionam. Só não apreciei muito a duração excessiva da corrida ao final, que soa um tanto inverossímil por conta da deficiência locomotora do personagem. Mas é um defeito pequeno num filme surpreendente em cada reviravolta dramática (infelizmente previsível para quem já experimentou o abandono). Filme fascinante! (WPC>)
Visto em 16/03/2023
Ida Lupino mexendo com tabus desde seu primeiro filme, ainda que tenha sido seu primeiro filme por acaso . Tem algo de distante da minha realidade nesta questão da relação de uma mãe solteira com a sociedade . realidade que eu não vivi e talvez por isso me cause certa distância. Bom saber o quanto o mundo evoluiu , pelo menos neste sentido.
Um sensível drama bem conduzido por Ida Lupino, com bom desempenho de Sally Forrest (que também estrelaria Quem Amam Não Teme e Laços de Sangue, ambos dirigidos por Lupino). Também uma rara oportunidade de ver Leo Penn (pai de Sean Penn) antes de ser perseguido pelo macarthismo.
Em uma época que falar de gravidez fora do casamento era um tabu, aqui temos um filme que passa dessas normas e nos leva a ter empatia pela personagem principal. Um drama conduzido pelo olhar feminino.
É impressionante o quão coerente e ousada era a Ida Lupino na escolha de seus temas: além de abordar a gravidez de uma maneira não-permitida por Hollywood (desafiando com audácia as convenções da época), há diversos elementos em comum em relação a O MUNDO É O CULPADO. O olhar feminino e feminista da diretora não fica restrito à temática, entretanto: ela serve-se de ângulos de câmera inusitados, que retratam com conhecimento ótpico de causa a aflição de quem sofre, é desacreditada e/ou violentada. O coadjuvante Keefe Brasselle impressiona pela beleza e pela ternura, mas o charme e a competência actancial de Sally Forrest também impressionam. Só não apreciei muito a duração excessiva da corrida ao final, que soa um tanto inverossímil por conta da deficiência locomotora do personagem. Mas é um defeito pequeno num filme surpreendente em cada reviravolta dramática (infelizmente previsível para quem já experimentou o abandono). Filme fascinante! (WPC>)