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Amanhece na capital de Moçambique. Jovens saem de uma festa e nos quintais senhoras iniciam o dia. Um homem corre, uma mulher chega de viagem, um turista passeia, um trabalhador apanha o transporte público e a rádio Maputo Nakuzandza anuncia o desaparecimento de uma noiva.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Se sente muito o processo livre de criação do roteiro
Visto no XXI Festival de Cinema de Marília.
O primeiro impulso é o de comparar este filme ao clássico SE SEGURA, MALANDRO!, já que a estrutura dos episódios urbanos alinhavados pela locução radiofônica é deveras similar. A diretora prefere uma abordagem discursivamente distinta, entretanto: é um filme com forte enfoque feminista, conforme percebemos na predominância das locutores e na situação revoltante do início, muito comum ao que ouvimos diuturnamente nas divulgações acerca das ocorrências de estupro, aqui no Brasil. Os instantes musicais são bonitos e as seqüências de dança protagonizadas pelo finado Domingos Bié são lindas. Versos maravilhosos são resgatados ao longo da transmissão. Mas falta algo ao filme, não obstante a sua inequívoca beleza. Seja como for, emociona, valoriza a identidade urbana de Moçambique! (WPC>)