Na cidade fictícia Canta Pedra Candoca (Isadora Cruz) é uma sertaneja romântica e corajosa que tem um relacionamento amoroso com Zé Paulino (Sérgio Guizé). Isso até ela ser convencida de que o companheiro está morto. Devido à suposta tragédia, a mocinha se verá obrigada a se casar com Tertulinho (Renato Góes).
Mais à frente, Zé Paulino ressurgirá das cinzas anos depois e, ao retornar, o rapaz reencontrará a amada há muito perdida, casada com Tertulinho (Renato Góes) o principal vilão da história. Assim, Zé retorna para acertar as contas com quem tentou matá-lo e reconquistar sua antiga amada
Há também a história de um príncipe árabe que foge do Oriente Médio e chega ao Brasil em busca de um grande amor.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Elenco na maior parte desconhecido, a maioria tudo com sotaque, algumas pelo menos são bonitas.
Timbó e Xaviera espetaculares ♥
Pra mim, o momento mais lindo é a chegada da água no Sertão, e o mais engraçado foi quando o Tertulinho lançou um "AI DENTO!" pro Zé Paulino hauhauha.
Entrou para a história como uma das melhores novelas que a Globo já fez.
Já se pode considerar como um clássico por diversos motivos e um deles por dar respeito, dignidade e viabilidade ao povo do sertão. Não apenas o seu povo, mas também seus falares, costumes, anseios, peculiaridades que só- é somente só- atores de fato nordestinos poderiam encarnar. Ou seja, estava mais do que na hora de a Globo colocar atores gabaritados e nascidos no Nordeste (conforme se viu em boa parte do elenco) para estrelar novelas ambientadas lá.
Também destaco, somado a escolha do casting, a atuação de atores como a Titina Medeiros e Welder Rodrigues, responsáveis pelo alívio cômico central de uma trama com uma espinha dorsal pesada, revisitando o coronelismo com sarcasmo.
Destaque também para Giovana Cordeiro que fez crescer sua Xaviera, esbanjando talento, sensibilidade, sensualidade e despertando todo tipo de afeto! Ao contrário da ótima construção de Débora Bloch que nos deixava cada vez mais abismados com tamanha maldade e frieza.
E por falar em Deodora, José de Abreu comoveu demais, principalmente no período da depressão de Tertúlio. Torci muito pela recuperação do coronel! E Caio Blat, outro cônjuge da vilã, fez bonito e mostrou como consolidou uma carreira repleta de tipos e arquétipos.
No entanto, os dois grandes nomes dessa novela, ao meu ver, são Enrique Diaz e Sérgio Guizé. O primeiro, ator veterano, conhecido no cinema e no teatro, porém com pouco espaço na tv, passeou por todos os núcleos e gêneros (da comédia ao drama) com uma leveza, esperteza e grandeza. Enrique é um dos nossos maiores atores!
E o Guizé interpretou o melhor personagem de sua carreira e tomou pra si de verdade a alcunha de protagonista. A dobradinha com Timbó e o seu par com a também talentosa Isadora Cruz o enriqueceu bastante: personagem cheio de nuances mesmo com pouco apelo popular.
Enfim, já estou com saudades dessa viagem ao sertão todos os dias às 18:30. Como é rico é gostoso o nosso Nordeste! Viva à brasilidade!
Pontos fortes: O carismático Timbó, vivido pelo Enrique Diaz, a Xaviera de Giovana Cordeiro, o núcleo religioso da novela, o Kubrick stare da Débora Bloch, o anti-herói Tertulinho, o sotaque gostoso do Nordeste, as covinhas da Candoca (Isadora Cruz), Sabá + Romera e Totonho e Palmito.
Pontos fracos: A química de centavos do casal protagonista, o Sérgio Guizé interpretando a ele mesmo (incrível como esse cara nunca mais fez nada que preste desde que interpretou o icônico Candinho), o cabelo e barba sebosos do Zé de Abreu.