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Data de lançamento
11 Fev. 2020Duração
Todos os dias, um veterano aposentado das forças especiais (Frank Grillo) está preso em um ciclo sem fim, resultando em sua morte. Para parar o seu sofrimento interminável, ele deve descobrir e deter quem é o responsável por isso.
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⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu a esse filme, corra daqui.
Se em dramas existenciais o tempo é um fardo silencioso, em "Mate ou Morra" o looping temporal é uma arena de massacre ininterrupto de sangue, adrenalina e mortes quase sem fim. O diretor Joe Carnahan pega a premissa incrível de "Feitiço do Tempo" e a injeta gasolina e uma estética de videogame frenética, e entrega tregando um dos entretenimentos de viagem no tempo mais loucos, violentos e divertidos dos últimos anos.
No centro do caos está Frank Grillo (Roy Pulver), um ex-agente especial condenado a acordar todos os dias às 7h00 da matina já desviando de um helicóptero e de assassinos dentro do seu quarto. A graça do filme não está em tentar ser profundo, mas na matemática da tentativa e do erro: Roy morre dezenas vezes e de formas grotescas até aprender cada movimento dos seus carrascos. Entre perseguições alucinantes, tiroteios e duelos de espada sensacionais — o treinamento com a lendária Michelle Yeoh para derrotar a ninja cortadora de cabeças é foda —, a narrativa ganha corpo sem nunca perder o ritmo. O elenco ainda conta com Mel Gibson como um vilão corporativo debochado e Naomi Watts dando o suporte científico para a insanidade da máquina, o "Espelho de Osíris".
Por trás de tanta pancadaria, o filme encontra uma camada surpreendente de humanidade no passado de Roy. Homem acostumado à violência e pai ausente, ele percebe no looping a sua única chance de redenção, usando o tempo infinito para se reaproximar do filho que mal conhece. As cenas em que ele simplesmente para de fugir para passar tardes inteiras com o garoto em uma casa de arcade dão mais coração à narrativa, transformando um brucutu em um pai que tenta recuperar os anos perdidos no meio do apocalipse diário.
Quando a história exige o clímax, a produção engata a última marcha numa corrida frenética contra o fim do mundo. Sabendo que tem minutos contados para impedir que a máquina destrua o planeta e salvar a mulher que ama, Roy transforma o aprendizado de centenas de mortes em um balé de violência cirúrgico, enfrentando o exército do vilão em um pico de adrenalina puro.
Com a narração afiada de Frank Grillo, humor ácido, muita violência e uma execução técnica impecável, "Mate ou Morra" entrega um cinema pipoca de alto nível, que sabe usar todos os clichês de ação e de looping temporal pra nos divertir do início ao fim.
Queria ver este filme desde a época da pandemia e só recentemente consegui; valeu só para matar a curiosidade.
É um Feitiço do Tempo (1993), só que focado em ação e extremamente pior. A mensagem de vida, o roteiro e o vilão cheio de discursos vazios interpretado por Mel Gibson são totalmente genéricos.
A narração excessiva do protagonista é cansativa e desnecessária, e o humor raramente funciona na trama. De positivo, as boas cenas de ação e o carisma de Frank Grillo no papel principal e de Naomi Watts como mocinha.
É um filme mediano de ficção científica e ação.
Muito bom!
Só o final que é meio decepcionante!
Muito bom. Vai melhorando a cada vez que a história se desenvolve. A proposta era passar essa sensação de zerar um jogo, depois de 97757 de tentativas, achei bem competente.
Gostei muito. Bem divertido, da pra dar boas risadas e termina mais legal do que pensei que seria