Em 1962, logo depois da Revolução de Fidel Castro em Cuba, Sergio fica sozinho em Havana, quando sua mulher se divorcia e sai do país, assim como seu melhor amigo. Acaba se casando com uma mulher que não desejava. Mas sua apatia e inação o condenam à solidão.
Um país e uma era de contrastes.
Enquanto uma nação, Cuba, lida com suas transformações, vemos um protagonista que não poderia estar em uma situação mais oposta.
Acompanhamos um personagem principal que enxerga as pessoas de sua nação e suas respectivas mentalidades, cultura e inteligência como atrasadas e inferiores a ele.
Se há o reconhecimento em si mesmo de falhas, o local e o contexto são vistos como os grandes responsáveis por Sergio (o personagem principal).
O protagonista pode não saber disso tão claramente, em algum nível há um autoengano, mas podemos dizer que essa percepção sobre o mundo ao seu redor é, na verdade, a forma como ele próprio se enxerga.
As memórias são das transformações do país e também do que foi perdido e é desejado. Todas elas acontecem através de fragmentos; estes surgem rapidamente, cortando sem timidez e de forma desconcertante o tempo presente.
O mundo e os países mudam, porém o vazio e a estagnação existencial pertencem (ou não) a cada um.
Belas imagens de arquivo!
O passado que marca a nação é potente. Como também é tudo que se foi e deixou sentimentos em cada homem ou mulher.
Filme muito rico tematicamente, de abordagem inesperada e inteligente e cheio de nuances fascinantes — tanto como estudo de personagem como de local e época.
Um longa que abraça lindamente o espírito de documentário em vários momentos, fazendo disso uma parte importante da sua proposta.
'Memórias do Subdesenvolvimento' mostra que o verdadeiro subdesenvolvimento ou progresso, acima de tudo, está diretamente ligado ao caráter e às escolhas de cada um.
O início chega ser um suplício de tão arrastado, pois começa quase como um documentário, para uma aula sobre o contexto histórico e impacto da revolução Cubana na sociedade, é até interessante. O protagonista flutua, aqui e ali, tendo alguns casos, mergulhado na monotonia, talvez aspirando algo maior mas caindo mais uma vez em seus dramas, maçante!
Clássico cubano mostrando o período inicial da Revolução , focando num personagem burguês que medita sobre a suposta inferioridade intelectual do povo da ilha enquanto tem casos amorosos e se mantém distante de questões reais. A narrativa é fragmentada , por vezes documental , adotando elementos tanto do Neorrealismo quanto da Nouvelle Vague , criando um resultado por vezes irregular e confuso (é preciso certa bagagem prá acompanhar tantas referências a fatos e personagens históricos). Interessante dentro da sua proposta mas francamente meio chato.
Conte como você, burguês, sucumbiu ao fantasma do socialismo. Conte com requintes de crueldade.
Filmaço!
- aquela critica deliciosa sobre a burguesia
- gostoso de ver o burguês safado, que nunca trabalhou na vida ir perdendo todos os seus privilégios
- ele igual aos brasileiros de direita falando que tudo do próprio país é ruim, só o que vem de fora é bom, só faltou bater continência bandeira estadunidense
- fdp ainda abusou da menor de idade
- é tudo do povo e para o povo!