Meninos de Tóquio

Compartilhar
Meninos de Tóquio (1932)
Otona no Miru Ehon - Umarete wa Mita Keredo Outros títulos
Média do filme: 4.3 de 5 — baseado em 203 votos
MÉDIAFILMOW
4.3
203 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Yasujiro Ozu
País de origem Japão 🇯🇵
Duração 100 min (1h40)
Status Streaming

Dirigido por

Duração

100 minutos
Carregando Publicidade...

Sinopse

Dois jovens irmãos se transformam em líderes de uma gangue de garotos da vizinhança. Um dia, eles visitam a casa do chefe do pai deles e descobrem que seu filho fora membro da gangue. Encantador filme de Ozu, onde o mestre japonês joga o contraste entre a submissão do Sr. Yoshii a seu chefe, e a que ele reclama a seus dois filhos pequenos, algo que eles não parecem demasiado dispostos, em parte porque se envergonham do que lhes parece uma atitude servil. Com uma trama ligeira e elementos cômicos - a greve de fome dos meninos por exemplo, por culpa de umas deliciosas bolas de arroz -, Ozu pinta um simpático quadro familiar, quando fala de resignação, um enfoque vital muito oriental. Profundo e belo.

Gênero:
Gênero:

Fotos e Trailers

Filmow+
Ticket de Prata

Sem anúncios

Comprar
Filmow+
Ticket de Prata

Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções

  • Navegue sem anúncios
  • Badge exclusivo Filmow+ no perfil
  • Acesso antecipado a novidades
  • Apoie a comunidade cinéfila
Comprar agora

Trailer do dia

A Bola Preta | Trailer Legendado

A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
velho_cinefilo
Senhor Ivan
3 anos atrás

Mesmo com um assunto tão pesado,temos um andamento até que divertido em certos momentos.Ozu soube bem usar esse alívio a favor e trabalhou perfeitamente com o elenco infantil.Outro que entra fácil na lista de protagonismo infantis.

>Assistido em 22 de Maio de 2023

fmgc
Flávia MGC
5 anos atrás

"Meninos de Tóquio" (I Was Born, But...) é um filme ainda não sonorizado, de Yasujiro Ozu. Este longa é de 1932 e o mais incrível é pensar que desde a sua primeira obra ('Espada da Penitência' - 1927), no período de apenas 5 anos, Ozu já havia produzido 24 filmes.

Em "Meninos de Tóquio" ainda não se vê uma das características marcantes de Ozu, que é a filmagem com câmera fixa, a poucos centímetros do chão. O cineasta, em suas obras futuras, também passa a não utilizar a frontalidade absoluta, optando por mostrar várias cenas com o perfil dos personagens. Mas, neste filme, grande parte das tomadas é feita em locações externas, mostrando a liberdade, as brincadeiras e dilemas da infância de Ryoichi (Hideo Sugawara) e Keiji (Tomio Aoki), duas crianças que se mudam para uma pequena cidade por causa do emprego de seu pai.

Na nova moradia, os irmãos encontram dificuldades em socializar com as crianças que ali vivem, sendo alvo de provocações e brigas. O filme tem a vertente lúdica de mostrar os percalços e brincadeiras de infância, mas também adquire um tom mais sério ao registrar sua crítica social, quando as duas crianças confrontam o pai por ser subserviente demais ao seu patrão. O pai então lhes explica que aquele homem, para quem ele trabalha, é o dono do dinheiro que os alimenta e paga sua escola. As crianças, ainda inconformadas, se perguntam se o futuro delas será igual ao do pai.

O cinema de Ozu não só permanece relevante como, em muitos aspectos, contemporâneo.

vitorazevedo
Vítor
5 anos atrás

No final das contas, soa-me como uma obra mais interessante do que potente. O que, para todos os fins, parece-me estar estritamente atrelado à essa primeira etapa da carreira do Ozu.

E, antes de tudo, sobre essa tal “primeira etapa” é bom desambiguar que ela não significa “fase neófita”, “estágio amador” ou qualquer outro sinônimo de inexperiência. Pelo contrário, o que a facilidade de dividir a carreira do autor em “silencioso e falado” — ou mesmo fazer as contas e descobrir que, até então, o homem só dirigia filmes há 5 anos — não nos mostra é que, até o final do ano que saíra Meninos de Tóquio, o autor já teria 26 filmes em sua carreira, seu período mais prolixo no cinema.

Daí, há uma já formação, ao manusear o aparato fílmico, que se traduz explicitamente em torno das imagens dos dois pequenos irmãos, fazendo-se presente na experiência através dos momentos que Ozu nos expressa a particularidade inextrincável dela própria. Isso é, quando, a partir da história familiar-infantil, acha-se formas que só poderiam ser reveladas pela própria arte do cinema. Nada mais do que perceber que a infância dos garotos japoneses não está no drama de (não) ir para escola ou na dificuldade de se criar amigos ou nos conflitos parentais. Não. A infância está nos instantes em que se registra os garotos mijando ante a trilha do trem, o varal de roupas que balança conforme o vento, os chinelos gastos dos irmãos percorrendo a terra, as caretas de corpo inteiro de Keiji ou ele coçando o saco aqui e acolá — assim, toda a semiepisodicidade (arcos dramáticos esparsos que concluem pequenos conflitos sem mirar num horizonte em comum e sem definir uma rigorosidade nos seus comprimentos, possuindo uma soltura que resolve cada drama em velocidade e intensidade diferentes) corrobora bastante ao esquema, arejando os signos infantis ao longo da narrativa flexível.

Claro, longe de ser o auge da articulação dos signos infantes, na verdade, ela é bem modesta nesse ponto e não se propõe a ser mais do que esse mosaico infantil de reconhecimento direto, mas, com certeza, é o mínimo de elaboração possível que todos aqueles que possuem honestidade com a própria arte deveriam procurar.

Entretanto, ao contrário dessa questão de amadorismo, o que realmente podemos afirmar sobre essa “primeira etapa” é que Ozu ainda estava distante dos maiores aspectos formais que lhe firmam num panteão até hoje. Se essa sua estrutura semiepisódica puxa a memória de alguns de seus títulos mais famosos — como o próprio Era Uma Vez Em Tóquio —, o que a lembrança não traz junto é a gravidade dramática que cimenta essas narrativas e se espraia por elas através de seu orientalíssimo ritmo das folhas de outono (aqui, parece estar mais conectado a toda uma série de comédias que ele aparentemente fez nessa primeira fase). Deixando mais distante ainda seu usual palco desadornado e térreo que estaria por vir, aquele onde seus personagens sentados no tatame conflitam minuciosamente. No lugar de tudo isso, parece restar maior espaço para uma encenação espalhada, de exercícios diversos — o que não possui qualquer princípio de problema por si só.

E aqui acho bem pertinente comentar sobre um texto a respeito do filme, que li no letterboxd, dissertando sobre uma progressão da “profundidade dos temas” no decurso dos episódios sobre a “perspectiva simplista das crianças”, provavelmente, se referindo aos últimos momentos de paroxismo dramático, entre pais e filhos, que, conforme o comentário, desembocava numa abertura de realidade. Implica-se aí uma certa altivez do autor (ou ao menos um distanciamento proposital) perante suas crianças. Algo que, penso eu, só pode ter sido afirmado sob a pena de cegar-se para os exercícios formais que falo.

Afinal, se realmente há qualquer tipo de longitude entre o diretor e seus pequenos protagonistas, então, ele teve a perspicácia de botar a si mesmo mais longe ainda de seus adultos. Olhe para um simples travelling pouco mecânico: uma movimentação liberta que perpassa comicamente pelas mesas de um escritório inspecionando os funcionários bocejando em sequência, porém, tal qual um ser humano que duvida e hesita na sua observação, ela retorna dois passos para trás a fim de conquistar a visão de mais um bocejo antes de continuar a caminhada. O cotidiano sério de trabalho parece muito mais bobo do que o da criança que não se adequa a uma marcha escolar. Mas mais do que isso: veja a própria cena estopim do paroxismo final, sem nem sequer precisar chegar na tal hora chamativa em que os garotos veem seu pai feito de palhaço, pois, antes mesmo dessa revelação dramática, Ozu faz um paralelismo sutilmente cômico. Ora, se, durante a projeção de puro aparecimento de criaturas, as crianças enchem o saco com problemas triviais tais como definir “o dilema das listras das zebras”, os adultos têm problemas trivialíssimos relacionados às criaturas de outra espécie — e de sexo oposto —, aquelas que os fazem transpirar e pedir para acelerar a filmagem.

Em suma, ao longo de todo o filme, joga-se com esse gendaigeki infantil de modo perspicaz e descontraído. Mas, no final, creio que se é mais descontraído do que perspicaz, pois, quando perscrutamos essa dispersão formal, de diversos exercícios pouco unitários, deflagra-se seus motivos: disperso porque modesto; modesto porque disperso. Isso é, uma testagem formal que nunca objetivou o topo da autenticidade ou da potência, mas que, justamente por se situar mais abaixo — em sua maior parte numa comicidade leve, ciclicamente despretensiosa —, me faz desconfiar o quão realmente consegue suportar o peso dramático que os últimos minutos querem nos conferir. Parece-me um drama da mediocridade suburbana que ainda teria outros dias para brilhar mais (num palco desadornado e térreo). Não que haja uma fratura em qualquer parte do filme, é mais como eu disse: mais interessante do que potente.

No fundo, nenhum problema. Meninos de Tóquio ainda possui uma certa honestidade que certos realizadores não alçam em toda uma vida.

luendissonsantos
Luendisson
6 anos atrás

alguem tem o link pra baixar?

eusouddaann
Danilo Otoni
6 anos atrás

Do período mudo do cineasta, um filme leve, mas com uma forte marca Ozu - família, conflitos de gerações, distinções entre classes sociais, câmera baixa e, claro, trens. Só que, aqui, sob o ponto de vista das crianças. Ao menos no início.

Não há nada anárquico na obra. As crianças não se revoltam e tendem a entrar nos moldes sociais construídos pelos adultos, com conformismo, comodidade e resignação (algo muito importante para os orientais). Porém, há desilusão e decepção. Quando Keiji (Tomio Aoki) e Ryoichi (Hideo Sugarawa) vêem seu pai como realmente é: falho. Então, concomitante e paradoxalmente, os meninos descobrem a grande injustiça da sociedade dividida em classes, daí virando uma obra sobre adultos.

Com o Japão assolado na Grande Depressão e vivendo a sombra da II guerra mundial, havia a necessidade de sair das comédias pastelões. E o que se vê no final é um belo conselho àquela realidade - viva, lute, saia dessa encenação fictícia! Pois este é um filme sobre a infância que perpassa por uma sociedade atolada no sistema hierárquico. Ou seja, uma joia do cinema mundial.

Carregando Publicidade...
½
1
2
3
4
5

Listas com o filme

Ver todas as listas (129)
Os Incompreendidos Férias Permanentes Clube dos Cinco Blue Spring Vidas sem Destino
A Juventude Transviada
por disquemparamatheus
Elefante Rebeldes do Deus Neón Vidas sem Destino Millennium Mambo Glue
Adolescência e juventude
por rena-zoe
Aftersun Meu Primeiro Verão Looking for Alaska Jojo Rabbit As Ondas
Coming-of-Age – Filmow +4.0
por palomiita
127 Horas 12 Homens e Uma Sentença 13 Assassinos 1984 20.000 Dias na Terra
"Filmes Cult" (Em Construção)
por lostdir

Elenco de Meninos de Tóquio

Mostrar mais (5)
Hideo Sugawara 0 0

Hideo Sugawara

(Ryoichi)
Mitsuko Yoshikawa 0 0

Mitsuko Yoshikawa

(Haha)
Seiichi Kato 0 0

Seiichi Kato

(Kodomo)
Tatsuo Saito 0 0

Tatsuo Saito

(Chichi)
Tomio Aoki (I) 0 0

Tomio Aoki (I)

(Keiji)

Se você gostou deste filme, confira também estes aqui: