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Sinopse
Wallace Shawn, fazendo o papel dele mesmo, sai para jantar com um amigo que não via há muito tempo, André Gregory (também fazendo o papel dele mesmo) e os dois travam um diálogo existencial durante a refeição.
Com certeza é um filme muito profundo, muito analítico, ou melhor, dizendo muito reflexivo, acaba fazendo a gente se refletir bastante no nosso eu. O filme gira em torno de uma conversa durante o jantar entre dois amigos com uma visão bastante diferente sobre a falta de sentido e o absurdo do dia a dia. De uma forma quase estranha, o filme prevê nossa obsessão crescente com confortos e rejeições, é realmente fascinante o quanto ele prevê com precisão sobre a maneira como vivemos atualmente. Muitas ideias instigantes e significativas aqui, e acho que devo rever o filme novamente, voltar nos diálogos falados especialmente por André, a maioria foi ele mesmo, um personagem bem mais complexo que Wally. Ele conta a Wally as histórias de suas experiências viajando ao redor do mundo, de seu tempo passado em lugares distantes como Escócia, Polônia, Índia e Tibete. Outra coisa que me chamou a atenção é que muitos podem não achar tão interessante ficar duas horas vendo um filme de uma conversa durante um jantar, a principio eu achei monótono, mas fui gostando e acaba prendendo sua atenção, acabamos ficando como eu disse no começo, muito pensativo e reflexivo, enfim um ótimo filme aqui.
No começo, fiquei um pouco desconfiada com as histórias do André, tão cheias de zonas cinzentas entre pseudociência, espiritualidade e um certo flerte com o exótico. O olhar colonial (principalmente quando ele falava sobre outras culturas) me causou certo incômodo, talvez por conhecer esse tipo de figura: meio charlatão, meio guru burguês. Mas conforme a conversa avançava, algo me prendia àquela mesa.
Quando o André atravessa o próprio discurso e, humildemente, admite o quanto se sente hipócrita e até meio patético em muitas dessas buscas, algo mudou no meu olhar. Acho que a humanidade desse reconhecimento me desarmou e eu pude apenas ouvir sem tanto julgamento. Talvez até imitando o Wally, que mesmo tão diferente do amigo, parece tão aberto a escutar.
Precisei pausar o filme algumas vezes. As reflexões me lançavam em tangentes da minha própria memória, e muitas vezes o que eu mais queria era estar ali, como uma terceira pessoa naquela mesa, compartilhando um pouco do que vivi e penso.
A ideia de que existimos isolados dentro de nós, mas também coletivamente do lado de fora, me atravessa de um jeito quase doloroso. E me assusta perceber o quão pessimista me tornei em relação ao mundo que criamos e vivemos. Parece que qualquer pensamento que dure mais de cinco minutos vai se transformando num pequeno festival de horrores. Mas, ao mesmo tempo, sei que é possível mover as pecinhas de tudo que me compõe. Muitas pessoas também fazem isso. E sei que de vez em quando, posso marcar um jantar com alguém que também carrega tantas inquietações. E isso vai me fazer me sentir menos sozinha nesse mundo sem sentido.
Talvez seja isso: saber que, às vezes, ainda podemos sentar numa mesa, partilhar esse desconcerto todo e lembrar que estar vivo é um exercício coletivo.
Monólogo com André André acabou com minha bateria social Filme com ótimos diálogos é The Sunset Limited Isso aí é só um cara pedante falando praticamente sozinho Superestimado
PROJAC - O filme.
Os caras conseguem ver faxismo/n4z1smo até no Pequeno Príncipe. Put que pariu. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Achei o André muito chato, fiquei com pena do amigo.
Com certeza é um filme muito profundo, muito analítico, ou melhor, dizendo muito reflexivo, acaba fazendo a gente se refletir bastante no nosso eu. O filme gira em torno de uma conversa durante o jantar entre dois amigos com uma visão bastante diferente sobre a falta de sentido e o absurdo do dia a dia. De uma forma quase estranha, o filme prevê nossa obsessão crescente com confortos e rejeições, é realmente fascinante o quanto ele prevê com precisão sobre a maneira como vivemos atualmente. Muitas ideias instigantes e significativas aqui, e acho que devo rever o filme novamente, voltar nos diálogos falados especialmente por André, a maioria foi ele mesmo, um personagem bem mais complexo que Wally. Ele conta a Wally as histórias de suas experiências viajando ao redor do mundo, de seu tempo passado em lugares distantes como Escócia, Polônia, Índia e Tibete. Outra coisa que me chamou a atenção é que muitos podem não achar tão interessante ficar duas horas vendo um filme de uma conversa durante um jantar, a principio eu achei monótono, mas fui gostando e acaba prendendo sua atenção, acabamos ficando como eu disse no começo, muito pensativo e reflexivo, enfim um ótimo filme aqui.
No começo, fiquei um pouco desconfiada com as histórias do André, tão cheias de zonas cinzentas entre pseudociência, espiritualidade e um certo flerte com o exótico. O olhar colonial (principalmente quando ele falava sobre outras culturas) me causou certo incômodo, talvez por conhecer esse tipo de figura: meio charlatão, meio guru burguês. Mas conforme a conversa avançava, algo me prendia àquela mesa.
Quando o André atravessa o próprio discurso e, humildemente, admite o quanto se sente hipócrita e até meio patético em muitas dessas buscas, algo mudou no meu olhar. Acho que a humanidade desse reconhecimento me desarmou e eu pude apenas ouvir sem tanto julgamento. Talvez até imitando o Wally, que mesmo tão diferente do amigo, parece tão aberto a escutar.
Precisei pausar o filme algumas vezes. As reflexões me lançavam em tangentes da minha própria memória, e muitas vezes o que eu mais queria era estar ali, como uma terceira pessoa naquela mesa, compartilhando um pouco do que vivi e penso.
A ideia de que existimos isolados dentro de nós, mas também coletivamente do lado de fora, me atravessa de um jeito quase doloroso. E me assusta perceber o quão pessimista me tornei em relação ao mundo que criamos e vivemos. Parece que qualquer pensamento que dure mais de cinco minutos vai se transformando num pequeno festival de horrores. Mas, ao mesmo tempo, sei que é possível mover as pecinhas de tudo que me compõe. Muitas pessoas também fazem isso. E sei que de vez em quando, posso marcar um jantar com alguém que também carrega tantas inquietações. E isso vai me fazer me sentir menos sozinha nesse mundo sem sentido.
Talvez seja isso: saber que, às vezes, ainda podemos sentar numa mesa, partilhar esse desconcerto todo e lembrar que estar vivo é um exercício coletivo.
Monólogo com André
André acabou com minha bateria social
Filme com ótimos diálogos é The Sunset Limited
Isso aí é só um cara pedante falando praticamente sozinho
Superestimado