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Data de lançamento
18 Out. 1970Duração
Gene Garrison (Gene Hackman) é um professor de Nova Iorque que quer alguma novidade em sua vida, além de planejar se casar com sua namorada e mudar para California. Ainda que sua compreendam a vontade do filho de se mudar, ela o adverte que sua mudança pode ser difícil para seu pai, Tom Garrison (Melvyn Douglas). Os problemas familiares aumentam quando a mãe morre pouco antes do casamento e a irmã de Gene, que havia sido deserdada por ter se casado com um judeu, se coloca entre o irmão e o pai, que tenta controlar a vida do filho.
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Bonito e triste.
A academia do Oscar adora filmes e atuações convencionais de dramas, de modo que, este drama familiar obteve duas indicações ao Oscar; melhor ator principal;Melvyn Douglas e ator secundário para Gene Hackman (achei que trocaram as indicações, sedo que a história gira em torno do personagem de Gene Hackman com bastante presença de cena, aliás, todas as cenas são contracenadas com ele e Melvyn Douglas, apesar de seu personagem ter importância para o enredo, é coadjuvante de Gene Hackman, por isso não compreendi as indicações). Tem um tema tocante e muito atual sobre relação familiar e a vulnerabilidade da pessoa idosa. Mas, a narrativa é tão lenta com diálogos verborrágicos que apesar de ser curto, a impressão que ficou foi que se estendeu muito. Vi-lo pela TV BOX legendado.
O roteiro e as atuações do elenco (especialmemte Douglas, Hackman e Parsons) são excelentes. A performance do veterano Melvyn Douglas - que mais de 10 anos depois viria a ganhar seu segundo Oscar, pelo filme Muito Além do Jardim - é soberba, conseguindo humanizar e tornar digno de empatia um persongem difícil, dado que se trata de um figura paterna controladora e manipuladora, marcada por um personalidade áspera e inflexível.
Porém, a direção de Gilbert Cates (que foi o produtor por trás das cerimônias do Oscar de 1990 até 1999) é irregular e peca em diversos momentos, especialmente no emprego da trilha sonora, que em muitas cenas é excessiva e desnecessária, no intuito de forçar no espectador sentimentos que já seriam desencadeados pelos outros elementos cênicos, dipensando o uso da trilha naqueles momentos. Há também alguns enquadramentos de câmera, em determinadas cenas, que nada contribuem para a narrativa e parecem revelar apenas uma opção do diretor pelo virtuosismo vazio.
Nas mãos de um diretor melhor, como Hal Ashby ou Sidney Lumet (só pra citar dois cineastas que realizaram obras marcantes e intimistas naquela época), por exemplo, teria resultado numa obra-prima. Mesmo com esses defeitos, é um ótimo filme!
No final, fica a lição de que nossos esforços em suprir aquilo que nos falta, podem terminar sufocando aqueles que amamos.
Esse foi um filme do qual eu não esperava nada e me entregou muito. O tom da narrativa em grande parte é teatral, mas é teatro dos bons. O roteiro proporciona grandes cenas com os seus diálogos afiados que nunca deixam o ritmo cair. Nada funcionaria tão bem se não fosse o grande elenco. Merecidamente Melvyn Douglas recebeu uma indicação para o Oscar de melhor ator assim como também Gene Hackman recebeu uma indicação para melhor ator coadjuvante, embora o seu personagem seja protagonista na história. O filme ainda recebeu uma indicação para o Oscar de melhor roteiro adaptado.
Fazia muito tempo que estava querendo rever esse notável drama de cunho familiar, estrelado pelo astro Gene Hackman, com enorme destaque para a impecável performance do veterano Melvyn Douglas, num desempenho soberbo e convincente. "Meu Pai, Um Estranho", é deveras realista e comovente. Ótimo filme!