Baseado em livro de Robert Penn Warren (All the Kings Men) e dirigido por Raoul Walsh, o filme é co-estrelado por Yvonne de Carlo no papel de Amantha, uma aristocrata que perde sua posição social quando descobre que ela tem ancestrais negros. À venda como escrava, ela é comprada por Hamish Bond (Gable), e os dois se apaixonam.
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Engana-se pela extensão da Obra e pelo fato de ter Clark Gable no elenco que MEU PECADO FOI NASCER, é um protótipo de E O vento Levou. Nada disso! O tema recorrente da escravidão esta lá. O dilema da protonista enquanto 'pseudo-heroína' é quase covarde no que tange aos valores e ditames de época. Clark Gable está mais do mesmo, repetindo aqui, quase o mesmo papel. Mas é o personagem de Sidney Poitier, quem mais questiona as "boas intenções brancas acerca da escravidão e da liberdade proposta pelos brancos americanos". Possui até uma "aura" de filme de saga, devidamente, bem orquestrado pela emblemática trilha sonora; pelos belos enquadramentos de cena; pela bela 'mise-en-scène' de Raol Wash; pelo tom e muito bonita colorização e, por último, um enredo que mexe com as mazelas da sociais das elites estadunidenses (durante um terço de filme secundarizado pela protagonista). Apesar de tudo, mas ao mesmo tempo, alavancado pela atuação sólida de Sidney Poitier, este filme tem o seu valor, mesmo sendo esquecido pelo tempo.
Raramente me deparo com uma obra do cinema clássico dos EUA como essa que retrata a escravidão. Não chega a ser realista como poderia ser, mas ainda consegue passar a sua mensagem contra a opressão aos negros e contra a hipocrisia daqueles que alegavam defender a liberdade dos mesmos, mas com ressalvas. A história é bem conduzida, mas me incomodou um pouco algumas situações nela como
o fato da protagonista se entregar tão rapidamente ao homem que a comprou como escrava.
Vivendo em Kentucky, nos EUA - antes da Guerra Civil, Amantha Starr é uma jovem privilegiada. Seu pai, viúvo, é um rico fazendeiro, gosta dela e ele a envia para as melhores escolas. Quando ele morre, no entanto, o mundo de Amantha é virado de cabeça para baixo. Ela descobre que seu pai estava vivendo com dinheiro emprestado e que sua mãe era, na verdade, uma escrava e amante de seu pai. A plantação deve ser vendida para pagar as dívidas de seu pai e, como filha de escrava, Amantha também deve ser vendida como propriedade. Ela é comprada por um fazendeiro da Louisiana, Hamish Bond e com o tempo cresce uma paixão entre os dois, ela porque gosta da mercadoria que comprou e ela porque tem sérias intensões de se tornar classe dominante novamente, mas ela descobre que é era um comerciante de escravos. Ela tenta novamente se tornar parte da sociedade branca, mas percebe que seu futuro está em outro lugar. O filme é a quinta essência do que os estadunidenses são, sempre foram, e continuarão a ser; e não importa muito de que lugar você olhe...
Drama romântico histórico em cores da Warner Bros. que foi baseado no romance de 1955 de mesmo nome de Robert Penn Warren (1905-1989). O filme provou ser um fracasso completo no lançamento, tanto de crítica quanto comercialmente.
O filme foi ironicamente apelidado de "O fantasma de E o vento levou". Clark Gable (1901-1960) chamou este filme o pior de sua carreira. Única aparição na tela por Carolle Drake (1923-2015). Um dos últimos filmes do diretor Raoul Walsh (1887-1980) que, após este, dirigiu mais 6 filmes. O incansável cineasta teve 140 filmes realizados no seu extenso currículo.
Um melodrama subestimado muito interessante com Yvonne DeCarlo (1922-2007) expondo sua beleza.e que gerou alguma polêmica na época devido à estória de amor interracial. Não achei um filme ruim como muitos pintaram por aí. O problema é que muitos queriam compará-lo com E o vento levou (39), o que não tem nada a ver.
Talvez eu não tenha compreendido direito mas é sério que os sulistas escravistas são o lado bom da história? Transpareceu isso dada a malevolência do exército nortista. Raoul walsh fazia filmes bem mais empolgantes do que esta espécie de cópia de E o vento levou. So a coloração o salva.