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Data de lançamento
8 Fev. 1951Duração
Uma fábula inesquecível premiada com a Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cinema de Cannes. Uma mulher acha um bebê abandonado num jardim. Após a morte da mãe adotiva, a criança é enviada para o orfanato. Aos 18 anos, Totó (Francesco Golisano) vai para Milão. Na cidade grande, mora num terreno ocupado por miseráveis, mudando a vida de todos com sua bondade. Após descobrirem petróleo, a felicidade dos moradores é ameaçada pelo proprietário, que manda a polícia evacuar o local. Quando tudo parece perdido, Totó recebe um presente dos céus, começando a fazer muitos milagres.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Não basta contrapor a desesperança do Neorrealismo Italiano de forma sutil, tem que colocar as pessoas do bem vencendo e voando em direção ao céu como elementos mágicos.
Comovente drama com singelezas e ingenuidades que cativam décadas depois.
Uma pitada de Dickens, a magia 'fellinana' e o final fantasioso com a mensagem de que 'sim, vai dar tudo certo', algo bem da época do pós-guerra que hoje soa maio bobo ainda mais com crescimento da extrema direta em vários países.
Mas é um De Sica e sua assinatura está lia. Com a belíssima fotografia em P & B no início e as diversas nuances que a trama propõe. Pra ver e rever.
Surreal, doce e profundamente humano. O realismo de De Sica, aqui, se mistura à fantasia, transformando a miséria em poesia.
Totò é a pureza em meio ao caos. De Sica nos lembra que bondade ainda tem espaço no mundo – nem que seja voando em vassouras.
- totó e sua avó, lolotta, estão no hall dos personagens mais queridos do cinema
- lindo como ele transforma as pessoas e o lugar
- não esperava que fosse tanto pra fantasia assim, mas adorei
- burguesia e policia, sempre os mais desgraçados
A primeira parte foi perfeita!
A reflexão nesse filme seria imensa!