Na véspera de um grande reencontro de família, a casa da enigmática Queen vira o refúgio de Estelle (Élodie Bouchez), que chega de Roma atravessando um momento delicado no casamento. Ao longo de um fim de semana, entre taças de vinho e velhas acusações, irmãos e irmãs vindos de várias partes do mundo se reencontram e revisitam histórias, amores e tensões que ficaram pelo caminho.
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A cineasta, atriz e artista plástica Isild Le Besco retorna às telas com “Minha querida família”, que está nos cinemas brasileiros com distribuição da Fênix Filmes. Trata-se de uma fita francesa autoral sobre os altos e baixos das relações familiares. A história transcorre em um fim de semana, quando uma família marca um reencontro. São muitas pessoas, que vem de lugares distantes, e ficam hospedadas na casa de uma idosa apelidada carinhosamente de Queen (Marisa Berenson). No passado, ela foi cantora e chamada até de div, mas hoje mora reclusa numa antiga casa de campo. A aconchegante residência recebe os netos e as filhas dela, que conhecem lá novos primos. A filha mais velha de Queen, Estelle (Élodie Bouchez), acaba de voltar de Roma com a filha pequena após uma crise conjugal. Os dias serão marcados por rodadas de vinho, risos e piadas, jantares, brincadeiras ao ar livre ao redor da idílica paisagem, memórias afetivas e também situações mal resolvidas, incluindo mágoas e ressentimentos. Uma dramédia que vira dramalhão sobre uma família que retorna às origens para um reencontro que será marcado por alegria, mas também brigas. Bem fotografado e com boas atuações, dentre elas Marisa Berenson, consagrada atriz de “Cabaret” (1972) e “Barry Lyndon” (1975) como a matriarca que tenta ajeitar todos os lados da família. Teve passagem pelo Festival de Locarno em 2024 e pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Por Felipe Brida - Blog Cinema-naweb blogspotcom