A vila de Nishiyosino-mura fica numa floresta famosa pelos seus cedros, em Nara. O chefe de família Kozo, que trabalha com reflorestamento há gerações, vive modestamente com sua mãe Sachiko, a esposa Yasuyo, seu sobrinho Eisuke (cuja mãe deixou a vila) e sua amada filhinha Michiru Tahara. A crise econômica de 1971 atinge a vila, forçando a saída de muitos dos seus habitantes. Naquele mesmo ano, é anunciado um empreendimento para construir um túnel de acesso à vila. Kozo está empolgado com o projeto, que, no entanto, é abandonado antes de ficar pronto. Passaram-se 15 anos e a família Tahara agora vive à beira da pobreza, dependendo financeiramente de Eisuke. Michiru tornou-se uma adolescente e seus sentimentos por Eisuke, a quem sempre amou como irmão, começam a mudar. Quanto a Eisuke, separado da sua mãe desde a infância, desenvolve uma profunda afeição por Yasuyo. Um belo dia, Kozo sai de casa com a sua câmera de 8mm preferida.
- Premiado com o “Câmera de Ouro” para melhor diretor estreante no Festival de Cannes de 1997.
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Vi este filme ao lado de minha mãe, e foi uma experiência muito interessante (e recompensadora): enquanto ela ficava impaciente, porque os personagens insistiam em não falar, eu sentia como se estivesse sendo reensinado a ver. Já conhecia a Naomi Kawase, obviamente, mas não tinha assistido a este seu primeiro longa de ficção. Ao mesmo tempo em que reconhecemos alguns de seus motes narrativos (que antecipam SHARA, por exemplo), identificamos as suas marcas documentais afetivas, através de um recurso inteligentíssimo, que associa às filmagens dos vizinhos reais dos personagens à evidência intrafílmica de alguém que desaparece (e deixa marcas). Gostei da sagacidade de um' flashback' inusual, dentro de um túnel, e do modo como a execução de um disquinho de vinil converte a trilha musical de diegética em acusmática, e vice-versa. Filme de autora nata, de alguém que sabe o que deseja fazer e que sente aos borbotões. Muito bonito: que fotografia sublime, quantos detalhes nas expressões faciais e gestuais do elenco. Trabalho singelo (ainda que "menor", porque primevo) de mestra! (WPC>)
- seu primeiro longa e a diretora já me entrega essa pedrada
- drama bastante contemplativo, que lida com a transição da infância para adolescência, os laços familiares, as memórias e toda a dor e vazio avassaladores do luto
- trabalha também as chagas causadas as familias de uma pequena vila quando a economia vai mal e tem de conviver com a pobreza, como isso afeta psicologicamente as pessoas
- filmado de forma bastante natural, em várias cenas parece um documentário
Mt lindo
Suzaku é um filme brutal sobre descobertas em especial a da dor e da perda das relações familiares tanto no plano espiritual quanto físico. O túnel que representa a escuridão emocional que aqueles personagens terão que atravessar é um simbologia triste e amarga. Sinceramente fico muito chateado com a falta de reconhecimento deste diretora tão singular e interessante.
O legal é que Suzaku foi o primeiro filme cinematográfica de 35mm de Kawase, antes ele produzia seus filmes em 8mm. E mais legal que isto é que o único ator profissional na produção foi Jun Kunimura.
É um drama delicado que capta sem esforço a atmosfera idílica de seus locais antes de nos atingir com o peso de uma tragédia. O ponto negativo é que os atores semiprofissionais nem sempre atuaram de forma tão boa e isso é visível ao decorre e tornar-se um pouco repetitivo e frustrante.