Revendo esse projeto. Não acho muito forte e chega ser fraco e datado, coisa que para época funcionava melhor. Da pra Assistir, mas tá distante de ser um Grande Noir, na verdade é um melodrama que se arrisca pouco, mesmo com potencial no enredo. O final chega ser mais interessante, mas não tanto assim. Para alguns será Arrastado demais ou coisa pior. Heddy Lamarr não é uma das minhas atrizes favoritas, mas ela era Belíssima e tinha um talento pouco valorizado e explorado na minha visão. Vale da uma chance, para quem ainda não viu e quer apreciar esse projeto, essa Obra mediana para baixo..
Lamarr interpreta Madeleine Damien, que vive uma glamourosa trabalhando como diretora de arte em uma revista durante o dia, depois romanceando vários homens e bebendo demais à noite. Uma solitária e desanimada Madeleine dirige imprudentemente e - talvez deliberadamente - bate seu carro, o que a leva a um encontro casual com um psiquiatra (Morris Carnovsky). Madeleine acaba decidindo fazer terapia e, quando começa a compreender a educação que a levou a um estilo de vida pouco saudável, ela decide virar completamente as costas à sua vida atual. Muda-se para um prédio de apartamentos degradados, onde começa uma nova existência como artista sob um nome falso e acaba por conhecer e se envolver com David S. Cousin, seu vizinho. Uma noite, enquanto David está fora da cidade, uma ex-colega (Natalie Schafer) atrai Madeleine para fora do seu esconderijo. Madeleine sai e acaba na casa de Felix Courtland, um dos homens de seu passado. Um toque da campainha sacode a bêbada Madeleine, que pensa melhor sobre a situação e deixa o local pela porta dos fundos; momentos depois, Courtland é assassinado, e Madeleine acaba sendo acusada pelo crime. David fica chocado, ainda mais quando fica sabendo do passado decididamente complicado de sua doce Madeleine. Será que ele vai ficar ao lado dela? As primeiras cenas do filme estão um pouco desarticuladas, pois o acidente de carro e a cena seguinte quase parecem estar prontos para lançar um flashback ou algum tipo de explicação para o estranho, possivelmente suicida, comportamento de Madeleine. Saltamos desta sequência para ver Madeleine trabalhando e brincando, e é só mais tarde, quando Madeleine revisita o psiquiatra, que a narrativa se acalma e se torna mais fácil de seguir. O filme tem alguns momentos que são um pouco piegas, mas no geral é um entretenimento de 85 minutos, especialmente se o espectador for fã de Lamarr. Ela foi uma atriz subestimada com olhos particularmente expressivos, e dá uma performance interessante como a heroína atormentada. A meu ver, esse filme, relativamente pouco conhecido, se qualifica como film noir. Um bom filme, em uma época que os Estado Unidos iniciavam seu domínio sobre o resto do mundo...
e suas lutas internas podem atingir muitas mulheres de alto desempenho e trabalho árduo, embora haja, obviamente, um tom de voz moralizante que pode ser esperado de um filme rodado no final dos anos 40. Ainda assim, o tema é realmente moderno e fiquei surpreso por ser considerado admissível na época. No geral, esse é um filme muito agradável, com um final abrupto que vai mantê-lo ansioso até o último minuto.
Lady Lamarr, escândalo na sociedade! DISHONORED LADY é um daqueles filmes glamurosos dos anos 40, mas pena que o tempo não conservou esta película! É o veículo de uma estrela, um clássico "women's picture". O mundo se ajoelha para que a psiquê feminina seja traçada como um caminho a ser desvendado pelo espectador. A grande Hedy Lamarr é uma mulher que quer apagar o seu passado e começar uma nova vida, tema recorrente dos filmes da época e uma sombra consequente da grande guerra. Grandes melodramas como estes tinham como foco principal motivar o público da época e eram lindos, com seus casacos de minks e as trilhas sonoras rocambolescas.
Revendo esse projeto.
Não acho muito forte e chega ser fraco e datado, coisa que para época funcionava melhor.
Da pra Assistir, mas tá distante de ser um Grande Noir, na verdade é um melodrama que se arrisca pouco, mesmo com potencial no enredo.
O final chega ser mais interessante, mas não tanto assim.
Para alguns será Arrastado demais ou coisa pior.
Heddy Lamarr não é uma das minhas atrizes favoritas, mas ela era Belíssima e tinha um talento pouco valorizado e explorado na minha visão.
Vale da uma chance, para quem ainda não viu e quer apreciar esse projeto, essa Obra mediana para baixo..
Achei a condução da primeira e segunda parte da história
muito lenta e o final muito corrido.
Visto em 06/03/23
Lamarr interpreta Madeleine Damien, que vive uma glamourosa trabalhando como diretora de arte em uma revista durante o dia, depois romanceando vários homens e bebendo demais à noite. Uma solitária e desanimada Madeleine dirige imprudentemente e - talvez deliberadamente - bate seu carro, o que a leva a um encontro casual com um psiquiatra (Morris Carnovsky). Madeleine acaba decidindo fazer terapia e, quando começa a compreender a educação que a levou a um estilo de vida pouco saudável, ela decide virar completamente as costas à sua vida atual. Muda-se para um prédio de apartamentos degradados, onde começa uma nova existência como artista sob um nome falso e acaba por conhecer e se envolver com David S. Cousin, seu vizinho. Uma noite, enquanto David está fora da cidade, uma ex-colega (Natalie Schafer) atrai Madeleine para fora do seu esconderijo. Madeleine sai e acaba na casa de Felix Courtland, um dos homens de seu passado. Um toque da campainha sacode a bêbada Madeleine, que pensa melhor sobre a situação e deixa o local pela porta dos fundos; momentos depois, Courtland é assassinado, e Madeleine acaba sendo acusada pelo crime. David fica chocado, ainda mais quando fica sabendo do passado decididamente complicado de sua doce Madeleine. Será que ele vai ficar ao lado dela? As primeiras cenas do filme estão um pouco desarticuladas, pois o acidente de carro e a cena seguinte quase parecem estar prontos para lançar um flashback ou algum tipo de explicação para o estranho, possivelmente suicida, comportamento de Madeleine. Saltamos desta sequência para ver Madeleine trabalhando e brincando, e é só mais tarde, quando Madeleine revisita o psiquiatra, que a narrativa se acalma e se torna mais fácil de seguir. O filme tem alguns momentos que são um pouco piegas, mas no geral é um entretenimento de 85 minutos, especialmente se o espectador for fã de Lamarr. Ela foi uma atriz subestimada com olhos particularmente expressivos, e dá uma performance interessante como a heroína atormentada. A meu ver, esse filme, relativamente pouco conhecido, se qualifica como film noir. Um bom filme, em uma época que os Estado Unidos iniciavam seu domínio sobre o resto do mundo...
Madeleine é uma personagem muito comovente
e suas lutas internas podem atingir muitas mulheres de alto desempenho e trabalho árduo, embora haja, obviamente, um tom de voz moralizante que pode ser esperado de um filme rodado no final dos anos 40. Ainda assim, o tema é realmente moderno e fiquei surpreso por ser considerado admissível na época.
No geral, esse é um filme muito agradável, com um final abrupto que vai mantê-lo ansioso até o último minuto.
Lady Lamarr, escândalo na sociedade! DISHONORED LADY é um daqueles filmes glamurosos dos anos 40, mas pena que o tempo não conservou esta película! É o veículo de uma estrela, um clássico "women's picture". O mundo se ajoelha para que a psiquê feminina seja traçada como um caminho a ser desvendado pelo espectador. A grande Hedy Lamarr é uma mulher que quer apagar o seu passado e começar uma nova vida, tema recorrente dos filmes da época e uma sombra consequente da grande guerra. Grandes melodramas como estes tinham como foco principal motivar o público da época e eram lindos, com seus casacos de minks e as trilhas sonoras rocambolescas.