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Woman Unknown - Estados Unidos da América
Sinopse
Marie, uma ex-empregada doméstica, planeja um jantar extravagante para seu noivado com o patriarca da família. À medida que os preparativos se desenrolam, aspectos ocultos de seu passado começam a surgir, ameaçando interromper a celebração.
Um dos longas mais contundentes exibidos na 50a Mostra de Cinema de SP, o filme foi o vencedor do Leão de Ouro em Veneza e recebeu também o prêmio de melhor atriz no festival, para Mathilde Arcel (em um trabalho espetacular). É o novo longa da cineasta dinamarquesa de origem egípcia May el-Toukhy, do ótimo “Rainha de copas” (2019) – assim como o anterior, volta a colocar uma protagonista feminina envolvida em traição e desonra. Preste atenção pois o filme é construído nos detalhes: Marie (Mathilde Arcel) é uma babá dinamarquesa que também trabalha como faxineira na casa de um rico viúvo, Christian (Carsten Bjørnlund). O patrão, bem mais velho, afeiçoa-se à jovem e propõe um casamento, o que a tornará uma mulher da alta sociedade. São tempos do pós-guerra, e Marie esconde um segredo: na Segunda Guerra Mundial, ela manteve às escondidas um relacionamento com um soldado nazista. Até que boatos circulam no bairro de que alguém próximo a Christian estaria envolvido com os nazifascistas, o que chega ao conhecimento de Marie – na Dinamarca daquela época, há uma caça a quem apoiou o regime autoritário. Como o passado pode bater à sua porta e destruir a sua nova vida, para se proteger, ela será capaz de qualquer coisa, até de incriminar inocentes. É uma obra lenta, dialogada, que dá a guinada somente na metade, tornando-se um filme duro sobre estruturas de poder, bem como o papel da mulher na guerra e o controle do corpo feminino. A protagonista sai de uma jovem diminuída para uma vilã, tudo pelo poder e status (o que a torna uma figura a ser estudada, cheia de camadas e dilemas). Exibido nos festivais de Toronto, Busan e BFI London, o drama de guerra está na repescagem da 50ª Mostra, com sessão no dia 02/11, no CineSesc. Tem distribuição nacional pela California Filmes, que em breve o lançará nos principais cinemas. POR FELIPE BRIDA - Texto publicado no dia 31/10 no blog Cinema-naweb blogspotcom
Um dos longas mais contundentes exibidos na 50a Mostra de Cinema de SP, o filme foi o vencedor do Leão de Ouro em Veneza e recebeu também o prêmio de melhor atriz no festival, para Mathilde Arcel (em um trabalho espetacular). É o novo longa da cineasta dinamarquesa de origem egípcia May el-Toukhy, do ótimo “Rainha de copas” (2019) – assim como o anterior, volta a colocar uma protagonista feminina envolvida em traição e desonra. Preste atenção pois o filme é construído nos detalhes: Marie (Mathilde Arcel) é uma babá dinamarquesa que também trabalha como faxineira na casa de um rico viúvo, Christian (Carsten Bjørnlund). O patrão, bem mais velho, afeiçoa-se à jovem e propõe um casamento, o que a tornará uma mulher da alta sociedade. São tempos do pós-guerra, e Marie esconde um segredo: na Segunda Guerra Mundial, ela manteve às escondidas um relacionamento com um soldado nazista. Até que boatos circulam no bairro de que alguém próximo a Christian estaria envolvido com os nazifascistas, o que chega ao conhecimento de Marie – na Dinamarca daquela época, há uma caça a quem apoiou o regime autoritário. Como o passado pode bater à sua porta e destruir a sua nova vida, para se proteger, ela será capaz de qualquer coisa, até de incriminar inocentes. É uma obra lenta, dialogada, que dá a guinada somente na metade, tornando-se um filme duro sobre estruturas de poder, bem como o papel da mulher na guerra e o controle do corpo feminino. A protagonista sai de uma jovem diminuída para uma vilã, tudo pelo poder e status (o que a torna uma figura a ser estudada, cheia de camadas e dilemas). Exibido nos festivais de Toronto, Busan e BFI London, o drama de guerra está na repescagem da 50ª Mostra, com sessão no dia 02/11, no CineSesc. Tem distribuição nacional pela California Filmes, que em breve o lançará nos principais cinemas. POR FELIPE BRIDA - Texto publicado no dia 31/10 no blog Cinema-naweb blogspotcom
O Filmow tem que rever essa regra aí. Acabei de assistir o filme na 50ª Mostra SP e não consigo dar nota 😔
Assisti hoje na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, mas a configuração não permite marcar como visto.