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Data de lançamento
27 Nov. 1991Duração
Vada Sultenfuss (Anna Chlumsky), uma garota de 11 anos, é obcecada com a morte, pois sua mãe morreu e seu pai, Harry Sultenfuss (Dan Aykroyd), é um agente funerário que não lhe dá a devida atenção. Vada é apaixonada por Jake Bixler (Griffin Dunne), seu professor de inglês, e no verão faz parte de uma classe de poesia só para impressioná-lo. Paralelamente, é muito amiga de Thomas J. Sennett (Macaulay Culkin), um garoto que é alérgico a tudo. Quando Harry contrata Shelly DeVoto (Jamie Lee Curtis), uma maquiadora para os funerais, e se apaixona por ela, Vada se sente ultrajada e quer fazer qualquer coisa que estiver em seu poder para separá-los.
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IMPRIMATUR - visto pela primeira vez em 1994:
É um filme bem fraquinho, no entanto, como um relato pueril tem seu encanto.
Avaliação em nota: 6.0
O roteiro acompanha Vada, uma menina curiosa, inteligente e permanentemente preocupada com tudo. E no começo parece aquele tipo de filme leve sobre amizade, primeiras paixões e descobertas da infância. Tem humor, tem momentos fofos, tem aquela energia nostálgica de verão eterno que faz parecer que nada muito ruim pode acontecer.
Mas por trás da aparência de filme familiar, existe uma reflexão muito bonita e dolorosa sobre crescimento. A infância costuma ser vendida como uma época mágica, mas o filme lembra que ela também é o momento em que começamos a entender conceitos difíceis demais sobre perda, mudança, ausência e mortalidade. É a fase em que a vida para de ser apenas brincadeira e começa a apresentar a conta emocional.
Anna Chlumsky faz de Vada uma protagonista extremamente fácil de reconhecer. Ela tem aquela mistura de imaginação, insegurança e intensidade que parece comum em toda criança que pensa demais. Energia de quem faz uma pergunta existencial as três da tarde e cinco minutos depois está correndo atrás de uma bicicleta. Ao lado dela, Macaulay Culkin interpreta Thomas, o tipo de amigo que parece existir exclusivamente para lembrar o público de como a amizade infantil consegue ser pura. Não existe cálculo, interesse ou máscara social. Só companhia genuína. E justamente por isso o filme consegue atingir tão forte quando decide falar sobre o valor dessas conexões. O mais interessante é que nunca trata seus personagens infantis como versões simplificadas de adultos. As emoções deles são levadas a sério. As dores parecem reais. Os medos importam. E isso faz toda a diferença, porque o filme entende algo que muita gente esquece: sofrimento infantil pode ser tão intenso quanto qualquer sofrimento adulto.
Na direção, Howard Zieff aposta numa abordagem delicada, sem grandes exageros dramáticos. O filme deixa os momentos emocionais respirarem, permitindo que o espectador se aproxime dos personagens antes de perceber o quanto já se importava com eles. Visualmente, existe aquele charme típico dos filmes de amadurecimento do início dos anos 90, ruas tranquilas, dias ensolarados, bicicletas, árvores e a sensação de que o mundo ainda parece enorme quando você é criança. É um cenário que transmite segurança... justamente para tornar a perda ainda mais dolorosa quando ela chega.
No fim, você acredita que as pessoas importantes estarão sempre ali, acha que o verão vai durar para sempre, descobre que a vida muda sem pedir autorização...e aprende que algumas lembranças continuam crescendo dentro da gente mesmo depois que tudo acabou.
Um dos primeiros traumas cinematográficos
Trauma
assisti a primeira vez na sessão da tarde. até hoje choro.