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Data de lançamento
1 Dez. 2022Duração
Da periferia de Salvador, criado apenas pela mãe, Junio, aos 20 anos, descobre que vai ser pai e decide, a partir disso, ir atrás de seu pai. Mainha, mãe super protetora, se vê obrigada a revelar a identidade do pai de Júnio, que mora no interior do Recôncavo da Bahia, na cidade de Cachoeira. Inicia-se então uma divertida viagem de Mainha e Júnio em busca do pai, numa aventura repleta de confusões que no fim só servem para aproximar mais mãe e filho. Afinal, para Júnio, Mainha é insubstituível, e não há nada nem ninguém no mundo capaz de ocupar o seu lugar.
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Que delícia, além do sotaque maravilhoso podemos desfrutar de alguns personagens reais e uma viagem ao interior baiano, o filme é baseado na web série homônima, que retrata o cotidiano da vida de uma mãe e filho moradores da periferia de Salvador, nesse feriadão de Páscoa estou na vida de nacionais de Pai na adolescência, depois do adorável “Derrapada”, agora esse, igualmente doce... Apesar de caricato e exagerado, tudo muito fofo, carismático e agradável... “Para as mães que mesmo sozinhas são uma família inteira”.
Me senti em um teatro vendo uma peça...gostei.
As piadas são simplesmente no ponto e as melhores partes do Filme. No mais, é bonzinho!
PS: Percebi que tem momentos que os Diretores fizeram referência aos trabalhos anteriores. Tais como: Café com Canela, Ilha... Enfim!
Serei muito cuidadoso na declaração de minha insatisfação em relação a este filme: de cara, fiquei chocado com a mudança de tom/projeto, por parte dos diretores, em relação aos trabalhos anteriores Presumi que se tratasse de um trabalho sob encomenda, visto que os personagens e situações são pré-existentes, e , pouco a pouco, notei que eles fizeram o que puderam para autoralizar esse pasticho regional de MINHA MÃE É UMA PEÇA. E quase conseguiram. Vide instantes humanistas como a cena em que duas amigas cantam uma canção de Alcione num karaokê ou as aparições do elenco recorrente da dupla. Porém, é difícil lidar com a toxicidade do personagem masculino, problemático em muitas instâncias. Por mais que os exageros estereotípicos da personagem Mainha façam sentido, no que diz respeito à verossimilhança nordestina, Júnior surge como uma figura repugnante, bem como o seu anseio súbito pela descoberta do pai, a despeito dos traumas experimentados pela mãe. Como também não sei quem é meu genitor - e sei que isso não é por acaso, minha mãe tem os seus motivos para sequer dizer-me o seu nome! - fiquei constrangido quando esse mote é explorado comicamente pelo enredo. Mas, depois que os personagens viajam para Cachoeira, o filme torna-se mais leve, minha mãe sentou na sala comigo e riu bastante. Ou seja, esta produção tem, sim, um apelo popular inequívoco, e assume a sua reverência quanto ao modelo levado a cabo pelo Paulo Gustavo, que tem uma frase destacada nos créditos finais. Jackson Costa adiciona uma surpreendente ternura no trecho final, de modo que o filme é minimamente bem sucedido em suas intenções dramáticas também. O problema é insistir numa ovação tão genérica dos conceitos familiares, mui danosa em termos ideológicos. Porém, repito: em termos de público-alvo massivo, ele é eficaz. Torço, portanto, para que seja descoberto, divulgado, difundido e muito visto. Não gostei, mas sei que ele funciona. E torço para os diretores voltem à sua ótima forma pessoal, em breve. Sei que eles o farão! (WPC>)
Tinha potencial para ser bem melhor.