Laura e Dan Miller estão muito bem casados, assim como seus melhores amigos, há muitos anos. Porém, o relacionamento do casal começa a mudar quando seu único filho, Adam, perde a audição com quatro anos de idade. Laura, que é surda, vê essa ocorrência como um problema menor, algo que ela tem tratado durante toda a sua vida; Dan, por outro lado, começa a criar expectativas sobre a cirurgia de Implante Coclear, pois na percepção dele, seu filho poderia recuperar a audição e viver uma vida mais normal. A cirurgia, na realidadem, tem os seus prós e contras. Laura é totalmente contra e deixa isso bem claro. O casal deve encontrar uma maneira de consertar suas diferenças e tomar a melhor decisão para o futuro de Adam.
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A longa metragem de 2008 dirigida por Joseph Sargent traz em cena o drama de uma família, Laura (surda) e Dam (ouvinte), os quais tem o filho Adam (surdo). As imposições de uma sociedade ouvinte desestabiliza o seio familiar, uma vez que o pai deseja que o filho faça o implante coclear. Dessa forma, posicionado a surdez como algo que precisa ser tratado, melhorado, concertado. Assim, evidência a pressão social sobre aquela família, ainda que, nos primeiros momentos, percebe-se, uma família consolidada na questão da linguagem. Todavia, o convívio de Adam com os amigos, em especial com o vizinho (Toob), a relação com o médico (nos primeiros minutos do filme) e a disputa judicial pela guarda do filho. Esses três episódios destacam-se, já que são as representações de setores sociais. O primeiro exemplo mencionado deixa evidente o choque entre ouvintes e não ouvintes, mas também, a forma como os ouvintes encaram a surdez como “extraterreste” (assim é denominado pelo jovem Toob). O segundo momento, é a ciência, visto que é através do médico que se tem a iniciativa do pai em busca da “cura”. O médico, portanto, representa a medicina e o conhecimento científico limitado e que classifica a surdez como uma deficiência. E por último temos a justiça. A representação dos códigos civis que não só exclui o não ouvinte, a linguagem de sinais, como inferioriza e não busca a inclusão social.
Ainda, o filme mostra uma relação complexa entre uma família surda e o genro, an (ouvinte), é notório que o pai da Laura em alguns momentos resistências na convivência. Já que, essa relação entre o genro e o sogro é uma alegoria entre duas respectivas que, a sociedade excludente, colocam em confronto. Mas, o que na verdade essas duas culturas, duas formas de ler, compreender, comunica-se, são complementares, e portanto, a sua coexistência não as anula por sí.
Para além disso, a longa metragem dedica-se longos minutos para debater a respeito da identidade, cultura e a língua do povo surdo como algo próprio. Visto que, entre os debates calorosos frente ao júri a linguagem de sinais foi reduzida a uma versão sinalizada da língua oral. Mas o que se prova é que não se trata de uma mímica ou língua universal e tão pouco não é uma língua artificial. Pois é uma língua própria, estruturada, independente. Portanto, o filme realça a importância de entender a língua do surdo uma forma de se comunicar que possui próprias características.
Percebe-se, portanto, que o dilema da surdez em uma sociedade excludente constrói uma barreira social com justifica naturalista, em que limita o indivíduo. Esse drama está presente em outros filmes como “O som do silêncio” (2019) o qual o personagem principal está vivenciando as dificuldades de ser um músico que perde a audição. Diante disso, esses filmes refletem sobre as contradições da vida.
Filme muito bom mas achei super estranho a Marlee sendo dublada por outra pessoa já que eu tô acostumada com a voz dela de outros trabalhos que já fez. Kkk Mas eu sei que os americanos evitam a todo custo utilizar legendas...
Filme completo e legendado no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=EJt9NTNTlwo
Alguém tem esse filme ou legenda dele?
meu filho e surdo e quero muito assistir ,mas onde eu acho...............