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Data de lançamento
11 Março 1988Duração
Neste belo e perturbador filme, o diretor Kielowski analisa a Polônia moderna com seus princípios socialistas. Utilizando uma quantidade mínima de diálogos, o cineasta se concentra no poder da imagem e das cores.Quando um jovem polonês desempregado, obcecado pela violência, mata friamente um motorista de taxi, um advogado recém-formado é designado para defendê-lo. Kieslowski demonstra através dos três protagonistas a anatomia de um crime e os meandros da justiça de um Estado totalitário.
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Este longa é uma versão expandida do episódio "V de Dekalog" (“Não matarás”). Nele, Kieślowski amplia o olhar sobre o jovem Jacek Lazar, permitindo-nos acompanhar seus passos antes do crime e compreender algumas de suas motivações. Também conhecemos um pouco mais sobre a vítima (o taxista Waldemar), o que reforça a ideia de que em todo ser humano há bondade e maldade, embora nada disso torne um assassinato justificável ou menos hediondo.
Em "Dekalog V", o foco maior foi dado ao defensor Piotr Balicki, tornando conhecidas sua forma coerente de pensar, agir e também suas emoções. Assim, algumas cenas do julgamento de Jacek foram suprimidas e isso acabou reduzindo parte do contexto emocional que envolve sua condenação. Já no longa, esse aspecto ganhou mais espaço, detalhando a execução da pena e deixando a experiência ainda mais intensa e dolorosa.
Neste filme, um dos elementos visuais marcantes é a fotografia: sombria, carregada de tons cinza e amarelados, pesada e dramática. O uso apropriado de luz e sombra funcionou como um recurso narrativo poderoso, transmitindo a atmosfera sufocante da história e a brutalidade dos acontecimentos.
Na época em que "Dekalog" foi lançado (1988-1989), a pena de morte ainda era aplicada na Polônia. A última execução oficial ocorreu em abril de 1988. Então, ela ainda está presente na narrativa e expõe a frieza e indiferença do Estado ao punir com ato idêntico ao que condena. Kieślowski nos leva a refletir se a morte autorizada pela lei não é tão errada e cruel quanto o crime que pretende punir.
03.09.2006
Bem direto, mas arrastado de assistir.
A fotografia escurecida me fez ter aversão a qualquer desenvolvimento da história, e ainda assim achei tudo muito linear e mastigado demais, além de arrastado, com personagens pra lá de desinteressantes.
- a trama apresentada é bem simples, na superfície, mas a direção e fotografia são sublimes
- a apresentação e desenvolvimento dos personagens até o ato em si, é magistral
- crime sem motivo, punição na mesma moeda, será justiça?