No filme seguimos Ned (Liam Aiken), o filho de Henry e Fay, que planeia matar o pai após este destruir a vida da mãe mas que é distraído por uma sexy mulher (Aubrey Plaza ). O novo filme de Hal Hartley que completa a trilogia iniciada com Henry Fool (1998) e continuada com Fay Grim (2006).
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Após assistir os dois anteriores, me senti na obrigação de terminar a dita trilogia, haja visto que ambos os filmes me agradaram bastante.
Confesso que não esperava lá grande coisa desse terceiro filme, até mesmo por se afastar consideravelmente da trinca dos protagonistas originais.
Realmente não é das melhores coisas que se pode assistir, mas Hal Hartley logrou em manter a mesma estrutura narrativa dando uma pequena atualizada nos conceitos sensíveis que permeiam os outros dois, e foram feitos em épocas que não se preocupava muito com isso.
Um dos pontos mais interessantes aqui agregados é brincar com o frenesi (e até mesmo obsessão) por certos objetos de estudo que podem mesmo virar uma compulsão aparentemente inexplicável de seu próprio interesse. No caso, para resumir, até mesmo uma obra nitidamente desprovida de conteúdo pode seguir um viés academicista. O diretor aqui parece brincar com a indagação "Mas o que realmente é arte? Apenas aquilo que nos dizem ser?", retomando assim a própria contextualização do primeiro filme da trilogia, onde aquela poesia pornográfica de Simon se transforma em sucesso absoluto, causando um rebuliço na sociedade.
Vemos um Harry Fool arrependido pelos seus atos, contudo, sem buscar uma redenção forçada que é o tão clássico piegas da maioria das obras.
Em alguns momentos chega até a ser meio desinteressante, porque, de fato, os outros dois filmes já exploraram anteriormente inúmeros artifícios; não sobrou muita carta na manga pra esse aqui.
Não obstante, achei falho essa questão da personagem de Susan. Ela tinha 13 anos, somando-se mais 7 da pena de Henry dá 20, mais os 18 de Ned: 38! Com essa cara de 20 ficou bem difícil de aceitar essa caracterização.
Legal, mas não indispensável.
gostei muito do desfecho da história iniciada em henry fool,
como forma da família se "redimir" através do filho
tentei muito gostar desse filme mas não deu.
O único na sala toda que forçava um riso mais pela presença do diretor.
cheguei meia hora atrasado na sessão e ainda era o terceiro de uma trilogia ahaha espero rever numa condição melhor em breve pra poder avaliar melhor, mas achei bom demais
Olhando além de seu final surreal, e irreal, estamos diante de uma narrativa muito pouco convencional que é bem montada, prende bastante e faz com que sejamos surpreendidos a todo momento e tem sua estrada que começa e termina na personagem e atuação de Aubrey Plaza, que é, by a mile, a coisa mais interessante do filme, uma vez que o protagonista é inexpressivo e desinteressante.