Canina

Compartilhar
Canina (2024)
Nightbitch
Média do filme: 3.0 de 5 — baseado em 872 votos
MÉDIAFILMOW
3.0
872 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Marielle Heller
Data de lançamento 7 Set. 2024 Outras datas
Duração 98 min (1h38)
Classificação indicativa de Canina: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

7 Set. 2024

Duração

98 minutos Classificação indicativa de Canina: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Carregando Publicidade...

Sinopse

Uma mulher lançada à rotina de ficar em casa criando uma criança no subúrbio lentamente abraça o poder selvagem profundamente enraizado na maternidade, conforme ela se torna cada vez mais consciente dos sinais bizarros e inegáveis ​​de que ela pode estar se transformando em um cachorro.

Gênero:
Gênero:

Fotos e Trailers

Trailers (4)
Filmow+
Ticket de Prata

Sem anúncios

Comprar
Filmow+
Ticket de Prata

Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções

  • Navegue sem anúncios
  • Badge exclusivo Filmow+ no perfil
  • Acesso antecipado a novidades
  • Apoie a comunidade cinéfila
Comprar agora

Trailer do dia

Sede de Sangue | Trailer Legendado

Sede de Sangue

Comentários 2
amigos querem ver
roasif
Rodrigo Marques
1 dia atrás

eu vi esse filme achando que era um filme trash pq eu amo a Amy Adams, me enganei total, é bem profundo, mto diferente do que eu achei que seria. curti bastante

mandskarol
mandskarol
1 semana atrás

Muito lindo e cheio de significado.

vikinwoderland
Ana Victória Trovão
3 semanas atrás

Canina (2024)

Um filme que achei bem interessante, principalmente pelas questões que levanta sobre o papel da mulher na sociedade e sobre o que esperamos que aconteça com uma mulher depois que ela se torna mãe.

A protagonista abandona a carreira para se dedicar integralmente ao filho, enquanto o marido continua trabalhando e, consequentemente, mantém boa parte da vida que tinha antes da chegada da criança. E é justamente aí que o filme acerta: mesmo sem ter um emprego remunerado, a jornada dela dentro de casa não diminui. Pelo contrário. Ela continua trabalhando o tempo inteiro, só que esse trabalho passa a ser invisível, não remunerado e, muitas vezes, tratado como se fosse uma consequência natural de ser mãe.

A dinâmica entre ela e o marido deixa isso muito evidente. Ele até participa dos cuidados, mas ela continua sendo a pessoa que sabe onde estão as coisas, o que o filho precisa, quando precisa dormir, comer, tomar banho etc. Ou seja, ela não apenas cuida: ela administra toda a estrutura do cuidado.

E acho interessante pensar nisso junto com Manifesto Antimaternalista, da Vera Iaconelli. O livro questiona justamente essa ideia de que o cuidado das próximas gerações deve ser colocado quase automaticamente sobre as mulheres. Iaconelli também discute como a maternidade foi historicamente associada ao espaço doméstico, enquanto aos homens ficou reservado o trabalho remunerado e a vida pública.

Por isso, a fala da protagonista sobre como as mulheres mudam depois do parto me chamou bastante atenção. Existe uma transformação real — física, emocional, psicológica e também social — mas o problema está em tratarmos essa transformação como se ela significasse necessariamente o desaparecimento da mulher que existia antes da maternidade. Como se, depois de ser mãe, ela precisasse abrir mão da carreira, dos desejos, da sexualidade, da individualidade e até de uma parte da própria identidade.

E é aí que entra a escolha do cachorro como metáfora. Para mim, a transformação em "cachorro" conversa muito com essa ideia de instinto materno: aquilo que esperamos que a mulher sinta e faça "naturalmente" quando se torna mãe. Ela passa a ser vista quase como um animal guiado pelo instinto, pelo cuidado e pela proteção da cria. Ao mesmo tempo, o lado selvagem da personagem também representa aquilo que ela precisou reprimir para caber no modelo de mãe, esposa e dona de casa que esperavam dela.

O mais interessante é que Canina não termina como uma história trágica ou perturbadora. E acho que isso é importante. No fim, a questão não parece ser "maternidade é ruim", mas sim: por que a maternidade precisa significar o abandono de tantas outras partes da identidade de uma mulher?

É um filme legal, talvez até mais simples do que a proposta inicial faz parecer, mas que deixa uma reflexão muito boa: será que o problema está na maternidade em si ou na maneira como a sociedade construiu o papel da mãe?

No fim, talvez a grande questão seja justamente essa: a mulher precisa deixar de ser mulher para conseguir ser mãe?

editado
dudastefanelly
Duda Stefanelly
1 mês atrás

E termino o filme sem entender a nota baixa aqui… Achei absolutamente cinema. São tantas camadas e críticas… Adorei acompanhar a complexidade de cada personagem. Que metáfora bem feita! E os monólogos foram um tapa na cara. É um ato de coragem ser mãe!

Meus pontos favoritos:

1- Embora eu não tenha gostado da cena da morte do gato, entendo que tudo ali é simbólico. Por ela ser “canina”, a convivência com o gato era, “instintivamente”, desconfortável. E ela se sentia na obrigação de conviver com esse desconforto. A morte dele, para mim, foi uma libertação desse sentimento. Tanto que logo após isso, o casal finalmente tem a DR que precisavam.

2- O momento do “bebês literários ” ter sido inicialmente uma obrigação tediosa e um tanto infeliz, mas, durante a “metamorfose” da mãe, ela se permitiu se conectar com o aqui e agora, curtindo o momento com o filho. E talvez tenha percebido que, muitas vezes, os nossos sentimentos frente a uma experiência são impactados pela forma como nos enxergamos e encaramos o mundo. A partir daí, ela conseguiu curtir o momento, se relacionar consigo mesma e criar vínculos verdadeiros.

3- Durante o jantar com os amigos da faculdade, achei uma bela afronta a outra mãe responder que ser mãe e conciliar tudo não foi difícil para ela. De um lado, uma mãe que decidiu largar tudo para criar o filho “full time”. Do outro, uma mãe que decidiu manter seu trabalho e, ainda assim, cuidar da filha. Após a resposta da amiga falhar com a expectativa, é quase instintivo não julgá-la. Mas acredito que essa cena foi feita exatamente para evidenciar o julgamento que temos sobre qualquer mulher. Ali não vemos uma mãe ruim/errada e outra boa/certa. Vemos apenas o nosso próprio julgamento.

4- Embora fosse muito mais “empoderado” a personagem terminar o filme sozinha, achei muito mais interessante ela reatar o casamento. Visto que o que eles tiveram antes realmente tinha terminado, e ali existia um novo começo. O amor nunca deve ser só o suficiente, mas pode ser o começo de uma transformação.
Tenho 0 empatia por homens, mas consegui enxergar que ele também tinha seus medos e frustrações. O momento em que eles brigam e ele consegue se expressar sobre como está se sentindo estava caminhando bem, mas, quando ele projeta nela toda a sua frustração, foi o momento certo para terminarem e cada um tentar se encontrar sozinho. Porque fica muito mais difícil quando são duas pessoas machucadas… No final, ele consegue enxergar um pouco da sensibilidade e da dificuldade que é ser mãe.

5- Depois que ele diz que se sentiu como um estranho quando ficou o final de semana com o filho, pensei que agora era ele quem tinha que passar por isso e se resolver. Quem sabe tentar ser um animal também, talvez um urso, como o filho diz no final do filme.

Enfim, eu amei e continuo sem filhos (apenas caninos e felinos) e não querendo ter Kkkkk

editado
carlosfwj
Carlos
1 mês atrás

Tem ótimos monólogos sobre maternidade. A cena do restaurante mostrando a invisibilidade da mãe junto ao silêncio, refletindo a dor do estado atual dela, foi de partir o coração.
Amy Adams é uma força da natureza

Carregando Publicidade...
½
1
1½
2
2½
3
3½
4
4½
5

Listas com o filme

Ver todas as listas (141)

Principais Notícias

Elenco de Canina

Mostrar mais (14)
Amy Adams 312 7,2K

Amy Adams

(Mãe)
Scoot McNairy 7 63

Scoot McNairy

(Marido)
Adrienne Rose White 0 0

Adrienne Rose White

(Sally)
Arleigh Snowden 0 0

Arleigh Snowden

(Filho)
Ella Thomas 0 1

Ella Thomas

(Naya)
Emmett Snowden 0 0

Emmett Snowden

(Filho)

Se você gostou deste filme, confira também estes aqui: