Ana Victória Trovão
26 years
Diamantina - (🇧🇷 BRA)
Usuária desde Dezembro de 2021
Ver mais
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum


Últimas opiniões enviadas

Ana Victória Trovão
2 semanas atrás

Canina (2024)

Um filme que achei bem interessante, principalmente pelas questões que levanta sobre o papel da mulher na sociedade e sobre o que esperamos que aconteça com uma mulher depois que ela se torna mãe.

A protagonista abandona a carreira para se dedicar integralmente ao filho, enquanto o marido continua trabalhando e, consequentemente, mantém boa parte da vida que tinha antes da chegada da criança. E é justamente aí que o filme acerta: mesmo sem ter um emprego remunerado, a jornada dela dentro de casa não diminui. Pelo contrário. Ela continua trabalhando o tempo inteiro, só que esse trabalho passa a ser invisível, não remunerado e, muitas vezes, tratado como se fosse uma consequência natural de ser mãe.

A dinâmica entre ela e o marido deixa isso muito evidente. Ele até participa dos cuidados, mas ela continua sendo a pessoa que sabe onde estão as coisas, o que o filho precisa, quando precisa dormir, comer, tomar banho etc. Ou seja, ela não apenas cuida: ela administra toda a estrutura do cuidado.

E acho interessante pensar nisso junto com Manifesto Antimaternalista, da Vera Iaconelli. O livro questiona justamente essa ideia de que o cuidado das próximas gerações deve ser colocado quase automaticamente sobre as mulheres. Iaconelli também discute como a maternidade foi historicamente associada ao espaço doméstico, enquanto aos homens ficou reservado o trabalho remunerado e a vida pública.

Por isso, a fala da protagonista sobre como as mulheres mudam depois do parto me chamou bastante atenção. Existe uma transformação real — física, emocional, psicológica e também social — mas o problema está em tratarmos essa transformação como se ela significasse necessariamente o desaparecimento da mulher que existia antes da maternidade. Como se, depois de ser mãe, ela precisasse abrir mão da carreira, dos desejos, da sexualidade, da individualidade e até de uma parte da própria identidade.

E é aí que entra a escolha do cachorro como metáfora. Para mim, a transformação em "cachorro" conversa muito com essa ideia de instinto materno: aquilo que esperamos que a mulher sinta e faça "naturalmente" quando se torna mãe. Ela passa a ser vista quase como um animal guiado pelo instinto, pelo cuidado e pela proteção da cria. Ao mesmo tempo, o lado selvagem da personagem também representa aquilo que ela precisou reprimir para caber no modelo de mãe, esposa e dona de casa que esperavam dela.

O mais interessante é que Canina não termina como uma história trágica ou perturbadora. E acho que isso é importante. No fim, a questão não parece ser "maternidade é ruim", mas sim: por que a maternidade precisa significar o abandono de tantas outras partes da identidade de uma mulher?

É um filme legal, talvez até mais simples do que a proposta inicial faz parecer, mas que deixa uma reflexão muito boa: será que o problema está na maternidade em si ou na maneira como a sociedade construiu o papel da mãe?

No fim, talvez a grande questão seja justamente essa: a mulher precisa deixar de ser mulher para conseguir ser mãe?

editado
Ana Victória Trovão
2 semanas atrás

Comecei *One Tree Hill* de uma forma bem despretensiosa, só porque estava numa vibe de assistir séries dos anos 2000 que fizeram sucesso e que, por algum motivo, eu ainda não tinha visto. Caí de paraquedas na série sem saber muito bem o que esperar e, depois de terminar a 1ª temporada, posso dizer que já tenho algumas opiniões muito bem formadas.

Dan é, SIM, o pior personagem. E olha que a concorrência é boa. Lucas não fica muito atrás em algumas escolhas questionáveis, mas pelo menos tenta ser um bom menino — às vezes com bastante dificuldade, mas tenta. Nathan, por outro lado, me surpreendeu. No começo eu queria atravessar a tela para dar um tapa nele, mas ele foi se superando e mostrando uma maturidade que eu sinceramente não esperava.

Brooke começou sendo aquela personagem que eu achava insuportável e terminou a temporada como a minha favorita. Ela é muito mais autêntica do que eu imaginava e, por trás de toda aquela personalidade, tem uma personagem que me conquistou completamente.

E Peyton... bom. Eu nem vou falar mal dela porque a coitada claramente já tem problemas suficientes. 😂

No geral, gostei muito mais do que esperava. Tem aquele combo perfeito de drama adolescente, personagens fazendo escolhas péssimas, romances complicados e problemas que claramente poderiam ser resolvidos com uma conversa de cinco minutos. Ou seja: exatamente o tipo de série dos anos 2000 que eu estava procurando.

Ana Victória Trovão
3 meses atrás

quero mini saias igual a da fiona nessa temporada

  • Filmow 3 dias atrás

    O novo app do Filmow é oficial!

    Olá, cinéfilo!

    Depois de 2 meses em beta, o novo app do Filmow agora é oficial e 100% funcional.

    Baixe aqui:
    Android: https://filmow.s.gy/vIEnVo
    iPhone: https://filmow.s.gy/esyxMU

    Queremos ouvir você: gostou? O que falta? Como melhoramos?

    Chama no WhatsApp +55 11 97103-8686 ou avalia direto na loja.

    Bons filmes!
    Equipe Filmow

  • Victor Gabriel 1 mês atrás

    O fato de você ter visto 350 séries me assusta (embora sejam temporadas, mas ainda sim conta como série)

    Gostei muito da sua Review a Smallville que sintetiza absolutamente tudo oq já comentava, embora eu tenha sentindo uma falta clara Sá sua crítica sobre como os efeitos especiais são péssimos e o formato episodico monstro da semana do começo é horrível