Dirigido por
Data de lançamento
9 Set. 2024Duração
Niki de Saint-Phalle tem vinte e três anos, é modelo, aspirante a atriz, casada com Harry e mãe de Laura, uma menina de dois anos. Juntos, eles fugiram para a França deixando para trás uma América afundada na espiral paranóica do Macarthismo. Inicialmente Paris os mergulha em entusiasmo, mas não por muito tempo. Memórias distantes e assustadoras começam a emergir em Niki. Sua vocação será sua salvação.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Interessante filme....onde a pessoa usa a loucura pra fazer arte! 24/11/25.
Após exibição nos cinemas, chega ao streaming da Reserva Imovision o filme franco-belga que biografa uma pequena parte da vida da artista plástica francesa Niki de Saint Phalle (1930-2002), uma das grandes mentes da arte moderna engajada e feminista do século XX. O drama foca nas crises íntimas e familiares de Niki, numa belíssima interpretação da atriz canadense de descendência francesa Charlotte Le Bon, de ‘A 100 passos de um sonho’ (2014), que tem traços que lembram a verdadeira pintora. Infelizmente não trata de Niki dedicando-se a sua arte, que foi revolucionária na forma e nos temas – numa de suas fases, ela usava uma espingarda para atirar nos quadros, cujas balas estouravam bexigas de tinta, que iam escorrendo cores sobre a tela. A ideia da diretora Céline Sallette, atriz de muitos filmes e que escreveu o roteiro aqui, é mostrar como seus dilemas e sofrimentos impactaram no processo de criação da futura Niki, como a fuga dos Estados Unidos para a França durante o Macarthismo na década de 50 e a crise conjugal que a levou à solidão e ao aprisionamento. Soube-se, bem depois, e o filme apenas insinua isto, que Niki foi vítima de incesto aos 11 anos de idade, pelo pai, um rico banqueiro, o que a tornou rebelde e a distanciou da família. Niki também foi escultura e cineasta, teve um segundo casamento, com o artista plástico e escultor suíço Jean Tinguely e assinou uma série de esculturas femininas coloridas de braços abertos, intitulada de ‘Nanas’. Indicado ao Golden Camera e ao Um certo olhar em Cannes, teve exibição no Festival do Rio do ano passado. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspot com