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Data de lançamento
6 Out. 1939Duração
Nina Yakushova (Greta Garbo), comissária do governo soviético, é mandada a Paris para averiguar o comportamento de três representantes do governo que têm como missão negociar uma jóia. Aos poucos sucumbe ao capitalismo e a Leon d'Algout (Melvyn Douglas), um galanteador francês que está apaixonado por ela.
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Comédia um pouco datada, mas muito divertida, e com uma memorável performance da musa nórdica, Garbo!
Apesar de segura, Garbo está extremamente caricata como a soviética robotizada e seus auxiliares bobalhões que estão encantados com o capitalismo (é claro). Vale como retratação da visão da época.
Relevante,necessário!
Seria cômico se não fosse trágico rs
Adorei a cena que ele cai e toda a marra dela cai naquela risada gostosa.
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De longe, parece uma obra bem antissoviética (basta se situar no ano de sua produção e perceber toda escalada nacionalista da época, principalmente na Europa), porém, nada fica imune ao "toque de Lubitsch". Porque a crítica é propositalmente tão chula e grosseira que pairam dúvidas sobre a real intenção da narrativa proposta pelo diretor, apesar dos diálogos inteligentes e afiados como foice e facão. Contando ainda com a transformação lacônica da personagem principal (a seriíssima Greta Garbo em uma das maiores risadas da história do cinema) no decorrer da fita, que culmina num final surpreendentemente bem-vindo e floreado de fantasia alegre que se perdera em tempos idos. Acima de tudo, eis um filme sobre amor e como este ultrapassa fronteiras e ideologias.
Claramente anti-comunista, não deixa de ser muito bom. Interpretação muito boa de Greta, apesar da personagem muito estereotipada para os dias de hoje e beeeeeem questionável (o soviético pobre, frio, calculista, materialista e estritamente racional, sem emoções) mas creio que funcionou muito na época e era até o normal pros EUA, pintar a URSS malvadona alá Orwell, imaginário muito forte e que ainda persiste nos dias atuais.
E León pintado como o pequeno burguês feliz, dotado de razão e emoção, pronto para ensinar Ninotchka a ser humana novamente no mundo liberal e capitalista, onde há champanhe, chapéu bonito, vestido e jóia. Mesmo com tudo isso Destaque para Billy Wilder no roteiro, mesmo não entendendo essa virada repentina no final com a questão do restaurante e sua deserção para viver com León (acho que foi mais pra não ficar longo e maçante, sem contar que claramente não poderia acabar com a russa voltando para sua pátria e voltando a viver lá normalmente.
Ps: Greta Garbo muito gata, cê é doido. A verdadeira gatinha comunista.