Um homem é preso injustamente por assassinato, enquanto o verdadeiro assassino segue livre. O assassino é um intelectual frustrado com o ciclo interminável de traições e apatia do seu país. O prisioneiro é um homem simples que começa a achar a vida na prisão mais suportável quando algo de estranho e misterioso lhe acontece.
O primeiro filme em cores de Diaz em mais de uma década, trata-se de uma alegoria épica entre o bem e o mal filmada na região de Ilocos Norte, terra do ditador Ferdinand Marcos. Ao mesmo tempo em que é inspirado em Crime e Castigo, de Dostoévski, também é um filme bem filipino. O diretor afirma que os conflitos entre os personagens do filme representam divisões que ele vê em sua sociedade e nos próprios indivíduos, incluindo ele mesmo.
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Já sei que alguns fanboys e metidos a cult vão me atacar depois disso, mas vamos lá...
Duração extremamente longa TOTALMENTE DESNECESSÁRIA... Contemplação de c* é rol@, pelo amor... Tem cenas que é mais de um minuto parada, sem nada acontecer... Sério mesmo que isso é necessário? MESMO? Não acrescentam EM NADA, só cansam. Se tivesse aquele botãozinho de 2x na velocidade tu não perderia nada da história... Inclusive testei isso em algumas partes finais, poupando alguns minutos da minha vida, e não perdi nada do filme com isso.
Gostei demais da história, se encurtassem o filme em umas 2h, 2h30, daria tempo de fazer todo o aprofundamento necessário, mantendo a mesma crítica social e até um ar contemplativo, sem cansar o público.
Dificilmente voltarei a assistir algo do Lav Diaz... Pelo menos nos próximos anos não. Não tenho todo esse tempo para perder vendo gente olhando pro nada por mais de 2 minutos.
Vale cada minuto.
Que ódioooooooooo desse Fabian.
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A cena do Joaquin encontrando Eliza é tão linda.
E que final hein...
Belo, Reflexivo, Cruel, Insano ...Bravo Lav Diaz !!!
Cinematografia visualmente muito impressionante de Lav Diaz. Apesar de um primeiro contato com seu cinema e um certo receio por sua costumeira longa metragem Norte tem uma cadência bastante agradável além de um poder crítico relevante. Ansioso por próximos títulos do diretor.
Eu achei impressionante. O filme é longo e tem um ritmo bastante lento, é importante saber disso. É até complicado descrevê-lo, rs.
Então, vou falar mais dos personagens mesmo. O Fabian é o personagem mais complexo, eu pensei que ele iria à busca de redenção, mas ele preferiu seguir o caminho da condenação (por isso o estupro da sua irmã, a morte do cachorro). Ele falando sobre as instituições (família, por exemplo) falhas e tal. Como gostaria que tudo começasse do zero. Ele deixou de lado todos seus apegos emocionais. O que acontece com Joaquin é o oposto, mesmo numa situação desesperadora e revoltante, ele não perde sua fé, sua humanidade. No final, temos uma cena muito bonita, no qual ele começa a flutuar no ar, como se alcançasse o "status" de santo.
O filme é também um incrível retrato da vida nas Filipinas. A Eliza (esposa de Joaquin), com sua irmã mais nova e seus dois filhos não precisam nem falar muito para sentirmos todas as dificuldades enfrentadas por eles em sua vida cotidiana.
A cinematografia é coisa de gente grande. Excelente filme.
Eu vejo o pessoal comentando que o diretor usou como referência o livro “Crime e Castigo”, vou até procurar ler... E depois rever essa obra.