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Yumiko, jovem esposa de um funcionário do Governo, está grávida pela primeira vez. Ela e Hiroshi, seu marido, planejam se mudar para os Estados Unidos, mas os planos são destruídos quando, poucos dias antes da viagem, ele é atropelado por um carro e morre.
No julgamento, o motorista envolvido no acidente é inocentado e liberto da obrigação de pagar qualquer tipo de indenização à viúva, mas para se livrar do peso da culpa que massacra sua consciência, resolve ajudá-la com uma quantia mensal. A partir de um acontecimento trágico as duas almas se unem nesse pacto involuntário, criado, de um lado pelo instinto de sobrevivência e do outro pela tentativa de redenção. Pacto este que, através da dor, acaba criando em ambos um outro sentimento, com o qual terão de aprender como lidar.
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Um bom filme , gostoso de se assistir e com um final já esperado ( politicamente correto ) .
Em seu último filme, "Nuvens Dispersas", Mikio Naruse já se entrega um pouco mais a uma estrutura novelesca e ao melodrama romântico (chegando, inclusive, a pesar um pouco demais a mão no tom em vários momentos). Mas ainda consegue entregar um nível de qualidade bem positivo. Como já pude notar, seu cinema é um cinema mais de personagens, e nesse sentido as atuações sempre possuem um caráter fundamental em seus filmes. Yôko Tsukasa e Yûzô Kayama são, portanto, os grandes destaques, conseguindo compôr ao mesmo tempo o pesar, a culpa, o arrependimento, a atração, a dor e a empatia, com toda a complexidade e os conflitos que esses sentimentos carregam entre si. Algumas gotas de chocolate amargo marcam, ao final, um bom encerramento de filmografia.
O enredo não é grande coisa, mas a direção do Naruse consegue entregar um bom filme, com uma boa condução da fotografia e do elenco, só deu uma tropeçadinha na trilha sonora, que foi um pouco inconsistente... Nota 8.0
Foi difícil pra burro de achar esse filme, mas valeu cada minuto. Uma experiência tão imersiva, delicada e sutil que deve ser revisitada várias vezes.
(menino Kayama um bebezinho nessa época <3)
Naruse parece filmar os movimentos do pêndulo que vai da felicidade ao caos e do caos à felicidade, o signo próprio da vida.