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Em um cenário diferente do que estamos acostumados a ver na Grécia, Spyros segue a rota do pólen com suas colméias, após ter abandonado sua esposa e seu cargo como professor. Spyros cruza as desoladas cidades petrolíferas gregas na companhia de uma jovem que procura pelo amor.
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16/08/26
TRILOGIA DO SILÊNCIO
Viagem a Cítera (1984) - O silêncio da História.
O Apicultor (1986) - O silêncio do Amor.
Paisagem na Neblina (1988) - O silêncio de Deus.
Filme interessante.
Aquele filme que você pensa em reassistir imediatamente após vê-lo. E onde os silêncios não contam o suficiente em apenas uma visita. Ótimo.
- adoro diálogos, mas gosto mais ainda quando um personagem diz muito só no silêncio
- trilha sonora excelente
- a cena dos dois no cinema é sensacional
- tenho alergia a picada de abelha, a cena final doeu na alma
Eu estou completamente obcecado por tudo neste filme. Acho que é meu favorito de culto a Angelopoulos, disputando o mesmo lugar cativo que O Olhar de Ulysses, apesar de reconhecer que em termos de arrebatamentos paisagísticos eu fique mais impressionado por Paisagem Na Neblina e A Eternidade e Um dia. Contudo, o que me faz ficar tão embasbacado com esse filme é justamente a entrega corporal dos personagens, a insuficiência das palavras como pretexto poético para uma direção espetacular que consegue extrair uma expressividade tão precisa e próxima aos sentimentos dos seus personagens, a partir de um combinação de sons, músicas, paisagens, silêncios, gestos que a todo tempo evocam o mistério de um Spyros, um homem circunspecto e macambúzio que mal fala, mas se expressa em arroubos de paixão, como se o mundo fosse evaporar, em especial com a jovem gasguita pela qual se apaixona e oferece carona. Tão gasguita e infantil, como uma ninfa ou vaga-lume que se identifica com Spyros pela sua condição nômade e que por isso aproveita o que pode ser oferecido e tem uma cota a oferecer pois incorpora o que é passageiro. Mas Spyros experimenta desta vez um sentimento arrebatador de fixação e não se sacia com o que a ninfa pode oferecer, tendo que se contentar com a oferta das abelhas (outras ninfas que lhe acompanham). A música I'll Hit The Roads de Julie Massimo casou perfeitamente com a personagem e a atmosfera do filme.