Walter, um poeta anarquista alemão, está em crise financeira depois que o seu publicador recusa lhe dar um adiantamento. Ele também tem que se deparar com a esposa que detesta, o irmão louco que coleciona moscas com o objetivo de manter relações sexuais com elas, a outra amante, e uma investigação de assassinato policial. Na medida que Walter se atola ainda mais com suas dívidas e amantes , passa a vivenciar também uma bizarra crise de personalidade.
Embora Fassbinder tenha qualificado este filme como comédia, é na realidade uma de suas obras mais cheias de amargura, acidez e desesperança.
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Eu e minha mãe papocamo-nos de rir vendo este filme: é genial! O roteiro é repleto de brechas propositais, no espírito absurdo do Antonin Artaud reverenciado no prólogo e no epílogo A fim de tentar transladar a experiência de assistir a este filme para as novas gerações, é mais ou menos como testemunhar um roteiro de John Irving, baseado em indicações viscontinianas, para uma versão pansexual de JÓIAS BRUTAS dirigida por um Jean-Luc Godard entulhado de cocaína! kkkk O elenco está afiadíssimo na submissão a tanta iconoclastia e movimentos rápidos e atribulados. Amei reencontrar o Vitus Zeplichal num papel menor e afoito (minha mãe quem o reconheceu) e ri muito com os chistes mencionando o fascismo e citando explicitamente práticas e gestos nazistas. É muitíssimo engraçado e alucinante. Injustamente subestimado na vasta filmografia do mestre alemão, aqui num de seus filmes quiçá mais "acessíveis", justamente porque não carece muito sentido: requer apenas que joguemo-nos e divertamo-nos. Foi o que fiz! Hilário! (WPC>)
artista é foda...
Que obra!
Sutileza raramente foi uma das características do Fassbinder, e aqui o deboche ganhou um tom um tanto histérico.
Amo Fassbinder, mas esse filme aqui... complicado. Como comédia, absolutamente sem graça, como filme, pastiche mal concebido. Mas tem seus momentos, porque afinal, é o Fassbinder.