Casados há 10 anos, os escritores Port (John Malkovich) e Kit (Debra Winger) decidem abandonar a vida rotineira dos Estados Unidos e viajar para o deserto africano em busca de outras e novas emoções. Junto com eles vai o amigo Tunner (Campbell Scott). A época é o fim da Segunda Guerra, o casal sofre o desgaste da relação e há dúvidas de que o desgastado amor deles sobreviva a essa viagem cheia de provações. Bertolucci traduz esse vazio entre os dois em imagens impressionantes, com a imensidão do deserto, as variações de cores e a mudança surpreendente de paisagens. E silêncio, muito silêncio. Bertolucci quis trazer para o filme toda a força do livro de Bowles, tentando traduzí-lo. Mas o resultado é diferente em cada uma das obras.
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Fomos educados, muito equivocadamente, pra pensar no amor romântico por um viés moralista, como se todo amor surgisse já maduro. Alguns até surgem, mas outros precisam traçar longas caminhadas até alcançar essa maturidade.
O amo romântico, no estágio de sua maturidade é uma junção de potência e suporte. Por potência podemos pensar na intensidade, na resistência, na profundidade, no lirismo… A potência é o peso. O suporte é a capacidade de lidar com esse peso, é a maturidade em si, é a capacidade de administrar esse força dentro de si sem desvirtuar a sua finalidade. Suporte é aquilo que diferencia os amores saudáveis e os doentes.
O Céu Que Nos Protege é sobre isso, nenhum dos dois protagonistas é bom ou mau, não existe moralismo da parte do enredo, ele entende que ambos os personagens são fantoches dessa desproporção entre potência e suporte, eles possuem boas intenções, mas simplesmente vão se deixando arrastar pra dentro de um deserto metafórico, até a morte de toda viabilidade da relação. A mocinha segue ainda, por meia hora de filme, desolada, pela morte da relação, pois a potência continua viva e forte dentro dela.
O filme tem uma história muito legal e que prende você do começo até o final. As atuações dos personagens principais são muito convincentes um um plus a mais para a atuação da Debra na cena da morte do seu amado.
Vale ressaltar a fotografia do filme que é excepcional ele consegue pegar várias paisagens lindas do deserto e mostrar aquilo como realmente ele é.
No mundo de filmes hoje em dia que tudo é feito de forma computadorizada isso é um acalento a alma de um espectador do Bom cinema.
Confesso que me perdi um pouco no final do filme e precisei rever para poder ter uma melhor opinião a respeito.
O que podemos ver do final do filme é uma pessoa que após uma longa jornada e acontecimentos que ela não estava preparada para que ocorressem se ver mudada e transfigurada e não se reconhecendo a si mesmo.
Assistido no dia 27 de Dezembro de 2025 DVD da minha coleção particular.
Eu até gostei de algumas partes do filme, mas é tanta enrolação, um roteiro que perde no caminho. Depois de 1 hora de filme, tudo fica muito cansativo e chato
27.11.2002
12.06.1994