Quando a realidade supera a ficção. Depois de recusar grandes e prestigiados prêmios em todo o mundo, o Sr. Mantovani, Prêmio Nobel de Literatura aceita um convite para receber o Título de Cidadão Ilustre de sua cidade natal na Argentina, que tem sido a inspiração para todos os seus livros. Acontece que aceitar este convite é a pior ideia de sua vida. Aguarde pelo inesperado quando você usou pessoas reais como personagens dos seus romances!
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Nada impressiona menos do que um protagonista pretensioso e sem carisma além de uma filmagem qualidade tekpix, curioso ter recebido premiações como sempre provando que o abaixo do medíocre também pode ter seu público.
"Eu acho que um escritor, um artista em geral, é alguém que não aceita o mundo como ele é. Alguém a quem a realidade não alcança ou não satisfaz e necessita criar, inventar coisas novas para incorporar ao mundo. Uma pessoa comum, digamos, normal, não precisa disso para ser feliz no mundo tal como ele é. Não sei o que é melhor. E, além disso, sou escritor porque não tinha saída. Em todo o resto, eu fracassei."
O jeito de satirizar e ser cômico do argentino é único.
Oscar Martinez excelente nesta tragicomédia sobre o retorno do escritor Daniel Mantovani à sua cidade natal, no interior da Argentina. Salas poderia ser qualquer cidade do interior do Rio Grande do Sul ou do Uruguai, tamanha a semelhança, até nas situações vividas pelo pobre Daniel.
O personagem vai da vergonha ao constrangimento e ao total desespero. O ato final e seu plot são maravilhosos.
Oscar Martinez é grandioso! E esse filme é adequado ao talento do ator. O conflito do artista x moradores de sua pequena cidade natal é crescente, constrangedor, cheio de momentos que nos fazem encolher no sofá ou querer cobrir os olhos de vergonha. E o desfecho é impecável!
Apesar de ter visto Relatos Selvagens (2014) não me lembrava do ator Oscar Martínez, porque penso que todo o elenco daquele ótimo filme ficou ofuscado pela presença do grande Ricardo Darin, um patrimônio do cinema argentino. E Martínez não fica atrás de Darín em talento, assim como O Cidadão Ilustre (2016) pode muito bem ser colocado ao lado de Relatos Selvagens, porque é quase tão bom quanto ele. O filme todo é interessante, pitoresco, surpreendente. E ainda por cima fala de literatura, preciso dizer mais?