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Sinopse
Vítimas ruivas recebem um escaravelho antes de serem assassinadas. Essa é a única pista de que Alberto dispõe para chegar àquele estranho criminoso. Qual a relação entre ruivos e escaravelhos? Quem será o próximo?
No ano de 1991, “O Escaravelho do diabo” era o “romance” obrigatório na quarta série do antigo primeiro grau na escola em que estudei. Por coincidência, além de ter sido o livro que retirou minha virgindade, lembro-me que no seu término, foi justamente em filme que minha mente infanto-juvenil lhe havia imaginado. Aliás, o cinema brasileiro sempre se alimentou de nossa literatura, e seria bem oportuno que os produtores lançassem um olhar especial sobre os livros da série vaga-lume. Não à toa, sempre os considerei como produtos ávidos para esse fim. Por ter o Edmundo (Marcos Rey 1925-1999) Donato, como um dos que mais li - salvo engano, ele se fez roteirista de algumas pérolas do nosso cinema - Assim acredito que não seria uma ideia ruim, se uma sequência cinematográfica de seus escritos fossem iniciadas por meio de “O mistério do cinco estrelas”. Só esclareço que “Escaravelho...” está longe de sedimentar meu sonho cinematográfico de infância, mas obriguei minha ida ao cinema por extrema curiosidade. Por outro lado, livro é livro e adaptações muitas vezes deixam a desejar. Isso ocorre aqui, visto que alguma coisa se perdeu pelo caminho na mesma proporção em que decrescia minha expectativa. O elenco está ok, mas sem a devida importância como peças importantes de um quebra-cabeça. Muito por conta disso, não conseguem juntos com seu cauteloso diretor, entregar um final interessante... esse saiu bem chocho na verdade. Faço valer o seguinte: Não sei se hoje em dia esse tipo de leitura ainda pode ser aplicada para pré-adolescentes de 10 e 11 anos de idade. Afinal, é um tema pesado mesmo que seja empregado de maneira suavizada, e essa foi minha sensação o tempo todo no filme. Ou seja, que o diretor pensou manter-se conectado com o tom pueril. E mesmo que tenha atingido uma censura para os 12 anos, o problema é que não gera apelo nenhum para essa faixa etária e, tão pouco, um pai induzirá o filho a esse tipo de proposta como passatempo rasteiro. Por isso, caso saiam outros derivados dessa seara, evitem fazê-lo para o adolescente que só leu, e sim para aquele que também já cresceu. Talvez assim, ao invés de gerar frustração gere um pouco de frio na barriga.
Apesar de não ser bom, o filme estava até tendo um ritmo bom até o final onde tudo foi corrido, apresado e a resolução do mistério foi uma piada. O filme tentou criar um clima de mistério, terror e suspense e falhou miseravelmente. Se esse filme era para ser um filme de terror e suspense. passou longe...
Tinha potencial para ser uma trama muito mais séria, interessante e obscura, tal como o livro é, mas decidiram o quê? Colocar uma criança irritante como protagonista, vai entender...
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2016:
No ano de 1991, “O Escaravelho do diabo” era o “romance” obrigatório na quarta série do antigo primeiro grau na escola em que estudei. Por coincidência, além de ter sido o livro que retirou minha virgindade, lembro-me que no seu término, foi justamente em filme que minha mente infanto-juvenil lhe havia imaginado. Aliás, o cinema brasileiro sempre se alimentou de nossa literatura, e seria bem oportuno que os produtores lançassem um olhar especial sobre os livros da série vaga-lume. Não à toa, sempre os considerei como produtos ávidos para esse fim. Por ter o Edmundo (Marcos Rey 1925-1999) Donato, como um dos que mais li - salvo engano, ele se fez roteirista de algumas pérolas do nosso cinema - Assim acredito que não seria uma ideia ruim, se uma sequência cinematográfica de seus escritos fossem iniciadas por meio de “O mistério do cinco estrelas”. Só esclareço que “Escaravelho...” está longe de sedimentar meu sonho cinematográfico de infância, mas obriguei minha ida ao cinema por extrema curiosidade. Por outro lado, livro é livro e adaptações muitas vezes deixam a desejar. Isso ocorre aqui, visto que alguma coisa se perdeu pelo caminho na mesma proporção em que decrescia minha expectativa. O elenco está ok, mas sem a devida importância como peças importantes de um quebra-cabeça. Muito por conta disso, não conseguem juntos com seu cauteloso diretor, entregar um final interessante... esse saiu bem chocho na verdade. Faço valer o seguinte: Não sei se hoje em dia esse tipo de leitura ainda pode ser aplicada para pré-adolescentes de 10 e 11 anos de idade. Afinal, é um tema pesado mesmo que seja empregado de maneira suavizada, e essa foi minha sensação o tempo todo no filme. Ou seja, que o diretor pensou manter-se conectado com o tom pueril. E mesmo que tenha atingido uma censura para os 12 anos, o problema é que não gera apelo nenhum para essa faixa etária e, tão pouco, um pai induzirá o filho a esse tipo de proposta como passatempo rasteiro. Por isso, caso saiam outros derivados dessa seara, evitem fazê-lo para o adolescente que só leu, e sim para aquele que também já cresceu. Talvez assim, ao invés de gerar frustração gere um pouco de frio na barriga.
Avaliação em nota: 5.0
Não li o livro ainda, então tentei aproveitar o filme... Até deu pra entreter, mas achei o final bem corrido.
É triste pra quem leu
[30/12/2023 Download/Torrent/Tracker]
Apesar de não ser bom, o filme estava até tendo um ritmo bom até o final onde tudo foi corrido, apresado e a resolução do mistério foi uma piada.
O filme tentou criar um clima de mistério, terror e suspense e falhou miseravelmente.
Se esse filme era para ser um filme de terror e suspense. passou longe...
Tinha potencial para ser uma trama muito mais séria, interessante e obscura, tal como o livro é, mas decidiram o quê? Colocar uma criança irritante como protagonista, vai entender...