Filme centralizado na figura de Mersault, um homem frio, de um vazio absurdo, que não mostra a mínima reação frente a morte da mãe, um assassinato, uma condenação.
Não sou muito fã do cinema italiano (com exceção de filmes pepluns, que gosto de rever de vez em quando), mas quando se trata de prestigiar lendas como Marcello Mastroianni e Anna Karina em cena, sempre vale a pena conferir seus memoráveis trabalhos na tela.
"O Estrangeiro" (Lo Straniero, 1967), dirigido pelo mestre Luchino Visconti, é uma adaptação cinematográfica bastante fiel do livro homônimo do escritor existencialista Albert Camus. No papel do apático protagonista Meursault, Mastroianni entrega uma atuação contida e brilhante, destacando-se na condução da trama, enquanto o elenco de apoio não decepciona e ajuda a sustentar o clima de desolação e absurdo da obra.
Na tela a força do texto se Camus se perde bastante, mesmo sendo um grande diretor, Visconti parece ter dirigido com cerrta má vontade essa adaptação, não chega a ser ruim, mas não acrescenta nada a obra original.
Adaptação muito fiel ao romance filosófico de Albert Camus, com ótima direção de arte (como o apartamento deteriorado de Mersault) e atenção aos detalhes
Adaptação de Luchino Visconti do romance existencialista atemporal de Albert Camus , com grande performance de Marcello Mastroianni que supostamente substituiu Alain Delon no papel.
Antes de iniciar o filme temos vários motivos para se animar,um deles é ver a direção e o elenco.Nada disso funciona dentro do filme.Algo totalmente vazio que foge muito daquilo que Visconti sempre realizou na carreira.Mastroianni até se esforça e consegue arrancar alguns suspiros durante a jornada,mas o pior de tudo é ver Anna Karina...
Assistido via YouTube em 10/10/2026.
Não sou muito fã do cinema italiano (com exceção de filmes pepluns, que gosto de rever de vez em quando), mas quando se trata de prestigiar lendas como Marcello Mastroianni e Anna Karina em cena, sempre vale a pena conferir seus memoráveis trabalhos na tela.
"O Estrangeiro" (Lo Straniero, 1967), dirigido pelo mestre Luchino Visconti, é uma adaptação cinematográfica bastante fiel do livro homônimo do escritor existencialista Albert Camus. No papel do apático protagonista Meursault, Mastroianni entrega uma atuação contida e brilhante, destacando-se na condução da trama, enquanto o elenco de apoio não decepciona e ajuda a sustentar o clima de desolação e absurdo da obra.
Na tela a força do texto se Camus se perde bastante, mesmo sendo um grande diretor, Visconti parece ter dirigido com cerrta má vontade essa adaptação, não chega a ser ruim, mas não acrescenta nada a obra original.
Adaptação muito fiel ao romance filosófico de Albert Camus, com ótima direção de arte (como o apartamento deteriorado de Mersault) e atenção aos detalhes
(como o bronzeado do protagonista que vai sumindo com o passar do tempo na prisão)
Marcello Mastroianni consegue passar a indiferença do protagonista, em contraponto à alegria quase constante de Marie (Anna Karina).
Adaptação de Luchino Visconti do romance existencialista atemporal de Albert Camus , com grande performance de Marcello Mastroianni que supostamente substituiu Alain Delon no papel.
Antes de iniciar o filme temos vários motivos para se animar,um deles é ver a direção e o elenco.Nada disso funciona dentro do filme.Algo totalmente vazio que foge muito daquilo que Visconti sempre realizou na carreira.Mastroianni até se esforça e consegue arrancar alguns suspiros durante a jornada,mas o pior de tudo é ver Anna Karina...
>Assistido em 04 de Dezembro de 2022