Londres, 1949. John Christie é um despretensioso homem de meia idade que, juntamente com sua esposa Ethel, administra o prédio de apartamentos em 10 Rillington Place. Seu despretensioso comportamento oculta o fato de ser um serial killer. Usa da sua formação médica, para atrair mulheres inocentes para seu apartamento com o pretexto de curá-las de alguma doença, então estrangula suas vítimas antes de enterrá-las em seu quintal. Seu próximo alvo pretendido é Beryl Evans, uma jovem que acaba de se mudar para um apartamento no seu prédio, junto com o marido Tim Evans e a filha pequena Geraldine.
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O começo é bem lento, chato, desestimulante e desencorajador, e isso é claramente intencional. As cenas propositalmente claustrofóbicas, dentro de locais fechados, pouco arejados e pessimamente iluminados, e de aparência bem suja, com uma paleta de cores bem marrom, incomodam muito — e esse incômodo funciona como uma extensão direta do terror psicológico que o filme 10 Rillington Place, no Brasil O Estrangulador de Rillington Place de 1971, quer provocar. A sensação de aprisionamento moral, físico e emocional faz parte da construção do ambiente opressivo em que aquelas pessoas viviam, refletindo não apenas a pobreza da época, mas também a deterioração humana que se instalava naquela casa.
E se você conseguir passar por esse começo e meio que dura pouco mais de 1 hora, pode chegar a gostar. Quando o filme finalmente sai um pouco desses cenários sufocantes
e entra na parte do tribunal
A investigação, as acusações, as manipulações e a maneira como a justiça da época lidava com casos desse tipo dão ao filme uma segunda metade mais envolvente e com maior respiro
Eu não esperava que Evans morresse dessa maneira, já que a história é baseada em fatos, e eu já comecei a assistir sabendo que John Christie tinha sido pego em 1953 e enforcado. A morte de Evans é não só trágica, mas revoltante,
Infelizmente Evans morre, e somente depois que Christie é pego, ele tem seu cadáver exumado e enterrado em local consagrado, como diz a legenda do filme que eu vi. Essa informação, jogada ali no final, reforça o absurdo histórico e a falha brutal do sistema jurídico, que condenou um inocente enquanto o verdadeiro assassino seguia livre dentro da própria casa onde cometia seus crimes.
Ótima atuação de Richard Attenborough como John Reginald Christie (Richard Attenborough). A fala mansa, fria e calculista, os métodos e a forma como convencia suas futuras vítimas são bem convincentes. A forma como ele controla o ambiente, como manipula a vulnerabilidade das pessoas, e como transita entre fragilidade física e monstruosidade moral é impressionante. É um trabalho cheio de nuances, e Attenborough cria um Christie ao mesmo tempo comum e aterrorizante, justamente por parecer tão banal.
Richard Attenborough caracterizado, tá a cara do Benjamin Button.
Assistido em 09/12/2025
Procurava este obscuro filme dirigido por Richard Fleischer há tempos, de modo que, pude vê-lo disponível na TV BOX legendado e com excelente qualidade de imagem. O enredo baseado num acontecimento real que datou na Londres de 1949 sobre caso de um homem antissocial que vive enclausurado junto com sua esposa num prédio cujo administra. Sua vida pacata, porém, esconde o fato dele ser um serial killer. O ritmo é lento, o prédio e cenários utilizados são obscuros, mas a condução directiva de Richard Fleischer é muito boa. John Hurt e Richard Attenborough estão soberbos em suas personificações. O que fica é que a justiça falha, e muito! Angustiante!
Assisti em 12/04/1979, quinta, no canal 12 (hoje RBS ou Globo), em Festival de Sucessos.
A boa atuação de Richard Attenborough,em um personagem frio e calculista,segura o interesse.
* menção honrosa ao emblemático erro judiciário britânico.