THE VEIL Direção: Brent Ryan Green Ano: 2017 Assistido em: 30/08/2026
Quando eu era criança, lá nos anos 90, a única maneira de assistir a certos filmes era pela televisão, e eu sempre reparava que os grandes blockbusters, os grandes sucessos, estavam na Globo. Os menores iam parar no SBT. A Record pegava aquele resto de filmes muito antigos cujas emissoras principais já haviam perdido os direitos, e para a Band sobravam aqueles produzidos diretamente para VHS/DVD que não podiam nem ser chamados de classe B, pois eram fracos demais para essa classificação. Quando terminei de assistir The Veil, tive a sensação de ter acabado de presenciar uma daquelas sessões de cinema daquela época.
Em um mundo devastado por guerras, um guerreiro é traído e abandonado à própria sorte. Depois de ser salvo por uma misteriosa princesa, ele é acolhido por uma tribo que acredita que sua chegada está ligada a uma antiga profecia. Enquanto recupera suas forças, ele precisa decidir se está disposto a liderar aquele povo contra seus inimigos.
Existe uma teoria cinematográfica que diz que, para fazer um bom filme, não é necessário ter dinheiro: só é preciso ter uma câmera e talento. Ao longo dos anos, tivemos diversas confirmações dessa regra. Foi assim com Mad Max (1979), foi assim com A Bruxa de Blair (1999) e, mais recentemente, com Obsessão (2025). Portanto, orçamento não é desculpa, mas você precisa saber o que quer fazer e, principalmente, como fazer. A partir do momento em que você se propõe a fazer uma fantasia medieval, precisa entender suas limitações. O problema é que este filme não entendeu isso. Em alguns momentos, ele me lembrou episódios de Power Rangers ou de séries da CW. Mas aí eu dou até um desconto para essas séries, porque elas não têm orçamento de cinema e nem a pretensão de serem exibidas em tela grande.
As atuações são simplesmente sofríveis, mas eu não vou julgar os atores, até porque há gente de quem eu gosto bastante aí no meio, como William Levy, William Moseley e Serinda Swan. Nenhum deles, porém, vai conseguir entregar uma boa performance quando a base é simplesmente tenebrosa. Nenhum personagem tem um bom desenvolvimento, nenhum é bem escrito e todos só servem momentaneamente às necessidades do roteiro (aliás, que roteiro?). São tão profundos quanto uma poça d'água depois de uma chuva.
Tudo aqui é precário. Os figurinos são feitos à base de couro, como se o figurinista tivesse algum tipo de fetiche com esse material. A fotografia é péssima, os ângulos não criam nada de bonito, tudo é feio. Os cenários parecem feitos de papelão, daqueles de produção escolar. Resumindo: é tudo pavoroso, asqueroso, para não dizer uma palavra mais forte.
Este é um dos piores filmes que já vi na minha vida, e olha que já vi muita coisa ruim. Nada aqui funciona. Vou dar meia estrela pelo elenco masculino ser cheio de homens bonitos, mas, quando esse é o único ponto positivo que consigo encontrar em uma produção, é porque a coisa está muito feia.
THE VEIL
Direção: Brent Ryan Green
Ano: 2017
Assistido em: 30/08/2026
Quando eu era criança, lá nos anos 90, a única maneira de assistir a certos filmes era pela televisão, e eu sempre reparava que os grandes blockbusters, os grandes sucessos, estavam na Globo. Os menores iam parar no SBT. A Record pegava aquele resto de filmes muito antigos cujas emissoras principais já haviam perdido os direitos, e para a Band sobravam aqueles produzidos diretamente para VHS/DVD que não podiam nem ser chamados de classe B, pois eram fracos demais para essa classificação. Quando terminei de assistir The Veil, tive a sensação de ter acabado de presenciar uma daquelas sessões de cinema daquela época.
Em um mundo devastado por guerras, um guerreiro é traído e abandonado à própria sorte. Depois de ser salvo por uma misteriosa princesa, ele é acolhido por uma tribo que acredita que sua chegada está ligada a uma antiga profecia. Enquanto recupera suas forças, ele precisa decidir se está disposto a liderar aquele povo contra seus inimigos.
Existe uma teoria cinematográfica que diz que, para fazer um bom filme, não é necessário ter dinheiro: só é preciso ter uma câmera e talento. Ao longo dos anos, tivemos diversas confirmações dessa regra. Foi assim com Mad Max (1979), foi assim com A Bruxa de Blair (1999) e, mais recentemente, com Obsessão (2025). Portanto, orçamento não é desculpa, mas você precisa saber o que quer fazer e, principalmente, como fazer. A partir do momento em que você se propõe a fazer uma fantasia medieval, precisa entender suas limitações. O problema é que este filme não entendeu isso. Em alguns momentos, ele me lembrou episódios de Power Rangers ou de séries da CW. Mas aí eu dou até um desconto para essas séries, porque elas não têm orçamento de cinema e nem a pretensão de serem exibidas em tela grande.
As atuações são simplesmente sofríveis, mas eu não vou julgar os atores, até porque há gente de quem eu gosto bastante aí no meio, como William Levy, William Moseley e Serinda Swan. Nenhum deles, porém, vai conseguir entregar uma boa performance quando a base é simplesmente tenebrosa. Nenhum personagem tem um bom desenvolvimento, nenhum é bem escrito e todos só servem momentaneamente às necessidades do roteiro (aliás, que roteiro?). São tão profundos quanto uma poça d'água depois de uma chuva.
Tudo aqui é precário. Os figurinos são feitos à base de couro, como se o figurinista tivesse algum tipo de fetiche com esse material. A fotografia é péssima, os ângulos não criam nada de bonito, tudo é feio. Os cenários parecem feitos de papelão, daqueles de produção escolar. Resumindo: é tudo pavoroso, asqueroso, para não dizer uma palavra mais forte.
Este é um dos piores filmes que já vi na minha vida, e olha que já vi muita coisa ruim. Nada aqui funciona. Vou dar meia estrela pelo elenco masculino ser cheio de homens bonitos, mas, quando esse é o único ponto positivo que consigo encontrar em uma produção, é porque a coisa está muito feia.
Filmado em Oklahoma City e no Parque Estadual de Oklahoma, de acordo com a produtora Toy Guns, sediada em OKC.
Estreia de Mary Kathryn Bryant.
Estreia de Violet Brinson.
Nota 3,2 no IMDb já diz tudo.
um filme necessário
Tão ruim que deu sono, nem vale um comentário muito longo.