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Tamaki viaja com Zushio e Anju, seu casal de filhos. No caminho, ela é enganada e é levada para a ilha Sado, e vê seus filhos serem vendidos como escravos. Dez anos depois, Zushio e Anju sabem da história de uma mulher em Sado famosa por cantar uma triste canção por eles. Os irmãos então fazem de tudo para reencontrar sua mãe.
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Produção japonesa em preto e branco que é um drama de época da Daiei Studios indicado a 2 categorias no Festival de Cinema de Veneza: Leão de Ouro de melhor filme e vencedor do Leão de Prata de melhor diretor. O filme foi baseado em um conto de 1915 de mesmo nome de Mori Ōgai (1862-1922), traduzido para o inglês como "Sanshō the Steward", o qual, por sua vez, baseou-se em uma "sekkyō-bushi" (narrativa oral) que surgiu por escrito no século XVII. Houve uma versão animada na década seguinte: Anju to Zushiômaru (61), baseada no mesmo velho conto popular japonês.
Este filme, como vários filmes do diretor Kenji Mizoguchi (1898-1956) desse período, foi amplamente elogiado no Japão e no Ocidente por seu trabalho de câmera fluente e suave. Mas esses movimentos de câmera foram, na verdade, planejados e bloqueados por seu grande cinegrafista, Kazuo Miyagawa (1908-1999), em vez do diretor, que deu rédea solta a Miyagawa no uso da câmera. Mizoguchi inicialmente pretendia centrar o filme em torno de Sansho, o Senhor dos Escravos. No entanto, o filme acabou com a triste estória de Zushio e Anju como centro narrativo e dramático.
É uma estória repleta de acontecimentos, marcada pela crueldade e pela angústia. Considerado uma obra-prima do diretor conduzida com paciência requintada, o filme tem um ritmo lento apenas no sentido de que não precisa se apressar por ninguém. Um filme ao mesmo tempo apaixonado e melancólico, dinâmico em sua percepção da luta social e das escolhas morais e, no entanto, também dolorosamente distante em sua beleza frágil.
Uma fábula triste sobre a crueldade humana e a importância de seguir uma moral. O sofrimento não deve soterrar princípios, e a atmosfera fabulosa, muito bem construída pela belíssima fotografia, pela primorosa direção de Mizoguchi e pelo uso da música como elementos central da história, conseguem transmitir muito bem a mensagem, ainda que não se preocupe em aprofundar no desenvolvimento de seus personagens. Uma grande obra do cinema japonês.
Kenji Mizoguchi retrata uma família nobre que foi completamente humilhada e separada, os filhos viraram escravos e a mãe prostituta, viveram sob circunstâncias terríveis e não se revelaram até o momento oportuno, Zunshio consegue reaver seu titulo e vira governador, mesmo agora com um pouco de poder ele continua preocupado com os outros, seguindo os ensinamentos e a moralidade do seu pai, que é o que ele se pergunta no fim, se seguiu os passos do pai, mesmo depois de todo sofrimento e perdas, ele se mostrou misericordioso com a dor dos outros, é um filme bem triste, lento, mas entendo a fama e consideração de ser um dos grandes clássicos do cinema japonês.
''A vida não é uma tortura?
Como anseio por você, Zushio
A vida não é uma tortura?
Como anseio por você, Anju''
"Um homem não é um ser humano, se não tiver piedade em seu coração."
''Mesmo se você for severo consigo mesmo, seja misericordioso com os outros."
Sansho the Bailiff é um filme com um ritmo bastante lento.
Apesar do que a capa sugere, não se trata de um filme de samurai. O título, que menciona Sansho, é algo estranho, já que ele é o antagonista e aparece de forma limitada. A história acompanha a jornada de uma família que era rica, que, ao ser abandonada, enfrenta as adversidades e tristezas da vida. Em minha visão, apesar de um bom filme, não chega perto de Contos da Lua Vaga.
- segundo filme que vejo desse diretor e é outra porrada, outra obra prima
- fotografia, cenários, reconstituição de época e atuações primorosas
- ele sabe muito bem mostra o lado terrivel da humanidade e a redenção