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Jean, um veterano ator preso por seu passado, é instalado em segredo em uma mansão abandonada no sul da França, onde Juliette, o grande amor de sua vida, costumava viver há muito tempo. Um grupo de crianças descobre a mesma casa, o local perfeito para filmar um filme de terror. Jean e as crianças finalmente se encontrarão face a face e se tornarão amigos muito próximos.
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" - Não sei atuar minha morte.
- A morte atua sozinha."
O Leão Dorme Essa Noite #Lelionestmortcesoir de #NobuhiroSuwa França/Japão,2017.
Foi uma coincidência ver na sequência o brasileiro Noites de Alface(que está em cartaz nos cinemas) e depois esse longa francês (que acaba de estrear na plataforma Supo Mugam Plus) dirigido pelo japonês Nobuhiro Suwa, ambos são um tipo de cinema raro, da contemplação, dos sentidos, e são ótimos!
O Leão Dorem Essa Noite, conta a história de Jean, um ator preso ao passado, que descobre que sua atual filmagem está inesperadamente suspensa por um período indefinido. Ele aproveita para visitar um velho amigo e se instala, clandestinamente, em uma casa abandonada, no Sul da França, onde Juliette, o grande amor de sua vida, viveu. Um grupo de jovens e crianças procura um lugar para fazer um filme caseiro e será nessa mesma casa onde irão utilizar o veterano ator.
O que é real irá se misturar com aquilo que não é, o cinema na sua mais pura expressão nesse exemplo de filme para ser apreciado, degustado e que no final nos deixa com o rosto sorrindo.
Jean-Pierre Léaud, o eterno Antoine Doinel de "Os Incompreendidos" e outros filmes de François Truffaut é o protagonista desse belo filme.
#JeanPierreLéaud #PaulineÉtienne #CinemaFrances
O Jean-Pierre Léaud se deixando ser dirigido pelas crianças é sensacional.
"O que você achou do filme, Jean?" "É muito simples e muito muito bonito. Dá para sentir da tela o prazer por fazer filmes."
O filme se auto-define nesse diálogo.
Adorei. 4 estrelas.
Há muito tempo que eu queria conhecer este elogiado diretor..
E presumo que o tenha feito através de um filme que não diz muito acerca de seu estilo.
Afinal, que brilha aqui é o Jean-Pierre Léaud, é uma ode à sua longevidade e à sua simpatia acachapante, repleta de referências pessoais a trabalhos anteriores e à sua carreira fascinante.
Mas o roteiro é simplista (ou apenas simples, como o protagonista fala sobre o filminho das crianças). Não sei se entendi bem o que era pretendido aqui, mas... Ao menos, diverte. O ritmo é agradável, o tom é conciliador. A algazarra dos garotos cineastas irrita às vezes, mas é tudo contornado mui ternamente pelo personagem-título (procede esta informação?). Não curti muito a questão conciliatória envolvendo o garotinho órfão de pai, mas o desfecho do filme é lindo,compensa o estranhamento pueril. (WPC>)