Leo Colston relembra um fato ocorrido quando ele era garoto, quando serviu de intermediário entre Marian, uma mulher aristocrática, e Ted Burgess, um rude fazendeiro, entregando-lhes cartas de amor. Vencedor da Palma de Ouro em 1971 no "Festival de Cannes" e baseado em romance homônimo de L.P. Hartley.
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Apesar de trazer um ambiente esperançoso,temos um drama totalmente melancólico e que não sossega até o seu término.
Família, tradição e propriedade. Não é um filme alegre.
Revisto na quarentena depois da leitura do livro homônimo de L. P. Hartley, em que foi baseado, com bastante fidelidade ao original. Tem um dos inícios mais famosos da literatura: “O passado é um país estrangeiro: lá, as coisas são feitas de maneira diferente.” Ótimo filme em quase todos os seus aspectos, ainda mais com um elenco de grandes astros dos anos 1970 (Julie Christie, Alan Bates, Michael Redgrave, Margaret Leighton, Edward Fox) e trilha sonora de Michel Legrand, fora a espetacular fotografia da Inglaterra rural. Uma coisa que fica logo evidente é que para os ingleses tradicionais as diferenças de classe são fundamentais como o ar que respiram. E nem o amor parece poder superar isso, pelo contrário.
Acachapante do início ao fim, foi tachado de "lúgubre" por um amigo. De fato, por debaixo de toda aquela solaridade, de todo aquele ambiente divertido, a melancolia conflituosa se instala, a treva advinda dos conflitos mal-resolvidos de classe. Impressionou-se sobremaneira aquele que talvez seja o traço mais recorrente na filmografia deste genial diretor: o seu excessivo sensualismo. Cada detalhe abunda erotismo, obriga-nos a uma imersão sinestésica nas ereções incontroladas dos personagens. A vivificação geneticamente existencial do garotinho Dominic Guard é absolutamente primorosa, e a sutileza com que a ambientação cênica vai desvendando as suas obsessões homoeróticas é soberba, desembocando num desfecho tão soturno quanto elíptico. Filmaço. Classudo e brilhante em cada raio de sol que corta a tela, em cada cheiro que emana do fotograma, em cada respiro de amor que nos contagia perpetuamente. Belíssimo! <3 (WPC>)
Lembrou Desejo e Reparação. E, como sempre, fotografia perfeita, transformar em quadro cada cena é válido.