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Um jovem marinheiro italiano apaixona-se por uma professora, quando está prestes a ser rendido em seu serviço num encouraçado. Durante a batalha do Cabo Teulada, ele é ferido e transportado para um hospital, onde recebe a ternura de um enfermeira...
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
“O Encouraçado Potemkin” de Rossellini começa como uma espécie de documentário / propaganda de guerra retratando as operações da marinha, mas do meio para o final descamba para um melodrama pra lá de piegas.
Tenho certeza plena de que, se este filme for melhor conhecido, as informações enciclopédicas acerca da gênese do Neo-Realismo precisão ser reescritas: aqui, nesta obra-prima romântica, seu magnânimo diretor já fizera tudo aquilo que levaria a cabo em PAISÀ. O modo como o roteiro é conduzido, a trilha sonora repleta de picos do soberbo Renzo Rossellini, as interpretações amadoras dos próprios marinheiros, filmados em seu local de trabalho, com imagens reais de batalhes... Tudo aqui é puro neo-realismo, do modo mais extremo e genial possível! Com uma cadência afetiva muito peculiar, de alguém que não acredita apenas em Deus, mas nos homens também...
Tudo bem que volta e meia os personagens saúdam Il Duce, o que é justificado pelo contexto de época, além de um parente direto do ditador ser o co-roteirista, mas isso não estraga a beleza do filme. A guerra é pano de fundo, uma desgraça que causa sofrimento em quem apenas quer estar ao lado de quem ama... Lindo, sublime, maravilhoso, perfeito! (WPC>)