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Data de lançamento
20 Out. 1995Duração
Um gângster (John Travolta) se vê em situação delicada quando seu chefe morre de um ataque cardíaco. Ele se vê obrigado a trabalhar para pessoas que não gosta e seu primeiro trabalho é cobrar em Los Angeles uma dívida de um produtor de filmes classe "B" (Gene Hackman). Mas ao chegar em Los Angeles sua paixão pelo cinema e a oportunidade de ter outro tipo de vida o fazem apostar todas as fichas em seu sonho.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
É o tipo de filme que comecei a apreciar recentemente.
Antes, gostava de filmes introspectivos e com densidade emocional.
Porém, de uns tempos pra cá, tenho gostado de filmes mais estilosos, com uma boa história, personagens meio caricatos — ou arquetipados — e que sejam um bom entretenimento. E O Nome do Jogo combina bem com essa dinâmica.
Uma boa trama, uma estética massa, ritmo interessante e sem grandes complexidades.
Vale assistir.
01.01.1997
Em Get Shorty (1995), ser agiota é só o começo. O personagem de John Travolta, Chili Palmer, acorda um dia decidido a trocar as ameaças e os socos por algo mais glamouroso: o cinema. E não é que ele tem talento? O filme, dirigido com a precisão de quem entende que caos também precisa de ritmo, é uma deliciosa bagunça mafiosa sobre a arte de improvisar — seja para cobrar dívidas ou para vender um roteiro em Hollywood.
O charme do filme está em seus muitos personagens e nos núcleos que se atropelam como carrinhos de bate-bate. Tem gente devendo dinheiro, gente prometendo filmes, gente escondendo malas num aeroporto (com a polícia em modo esfomeado, esperando o primeiro idiota abrir o cofre). Travolta comanda a cena com seu Chili Palmer: aquele tipo de criminoso que não levanta a voz, mas resolve tudo com uma ameaça sorridente ou um soco bem colocado. Um anti-herói carismático demais pra não torcer.
E falando em carisma, impossível não destacar Gene Hackman como Harry Zimm, o produtor de filmes baratos que vive tentando acertar uma jogada milionária. Hackman faz de Harry um desastre ambulante adorável — e claro, leva uma surra memorável no processo. Get Shorty é também um desfile de tipos saborosos: Rene Russo vive Karen, a atriz cansada dos papéis fracassados, buscando um projeto de verdade; Danny DeVito interpreta Martin Weir, o ator egocêntrico que desiste dos papéis na metade porque perde a inspiração; e outros nomes e figuras surgem pelo caminho — às vezes tantos, que em meio a mafiosos e atravessadores, eu já não sabia quem era quem. (Alguém lembra quem era Ronnie? Eu, sinceramente, não.) Mas talvez essa confusão faça parte do charme: é como estar num jogo onde nem os jogadores lembram direito as regras.
Claro, nem tudo é glória nessa mistura: com tantos personagens e subtramas, o filme flerta com o risco de perder o foco. E embora seja sobre máfia e agiotagem, o caos nunca explode de verdade. Tudo acontece num modo “bagunça controlada”, onde muita gente leva tiro, cai de cobertura e vai presa, mas sem aquela sensação de colapso que tornaria tudo ainda mais insano. Não que o filme precise disso: o humor e o carisma são tão fortes que a ausência de um caos maior até combina com o espírito ligeiro e debochado da história.
No final das contas, Get Shorty é como Chili Palmer: sabe o que quer, sabe como conseguir, e ainda consegue fazer parecer que foi tudo sem esforço. Pode não reinventar o crime no cinema, mas reinventa o crime com um sorriso de canto de boca — e só por isso já vale a viagem.
"Acho você um cara decente, mesmo sendo criminoso. "
O Nome do Jogo (Get Shorty. EUA, 1995)
Direção: Barry Sonnenfeld.
Com: John Travolta, Gene Hackman, Rene Russo, Danny DeVito, Bette Midler, Denis Farina, James Gandolfini, Harvey Keitel.
Lembro do burburinho que "O Nome do Jogo " fez em seu lançamento. Travolta tinha voltado a ser o astro do momento com "Pulp Fiction" e Barry Sonnenfeld tinha enormes sucessos no currículo como "A Família Addams 2".
O longa foi até indicado a melhor filme no Festival de Berlim.
Quando vi na época achei morno mas passado 30 anos de seu lançamento e distante da ação midiática o longa é um bom filme sim, mas não chega a ser inesquecível.
Ótimos diálogos e um time de atores fantásticos fazem dele um programa mais que agradável de assistir.
Disponível no @primevideobr
Achei algumas cenas confusas, o desenrolar da história ficava cansativo.