Weldon Penderton (Marlon Brando) é um major que vê sua carreira em franca decadência, após o término da 2ª Guerra Mundial. Seus problemas na carreira terminam influenciando também seu casamento, que vive uma crise que é acompanhada atentamente por um casal de vizinhos e um recruta que nutre uma paixão platônica por sua esposa (Elizabeth Taylor).
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Filme extremamente cansativo, onde você espera que vá acontecer algo relevante e nada acontece. Nota 5,0.
Não gostei, o filme é muito parado, não acontece nada durante toda a trama, com personagens muito fechados e presos em seus próprios mundos e conflitos internos. As emoções não se externalizam.
Vale a pena apenas por Marlon Brando, que, apesar de já mostrar sinais da idade, ainda era uma presença muito forte, e por Liz Taylor, deslumbrante como sempre.
A fotografia do filme, é um ponto alto, com enquadramentos que reforçam a introspecção dos personagens, mas não compensa a falta de dinamismo na narrativa.
Assistido em 12/07/2025.
É um “sui generis” bastante interessante e implicitamente inquietante. Tem voyeurismo; tensão sexual, sexualidade exalando a todo instante, como também a repressão sexual atrelado ao personagem do Marlon Brando e seus desejos que sutilmente são postos em evidência. Outro ponto bastante interessante é as situações rotineiras trazidas pelo filme, principalmente em relação ao contexto militar, o personagem do Marlon Brando sexualmente reprimido e com desejos nitidamente homossexuais. A personagem da Elizabeth Taylor também é outro grande destaque: se o Marlon tenta ao máximo inibir seus desejos, a Leonora (Liz Taylor), esbanja sensualidade, carisma e potência sexual. E isso se estende ao caso com o vizinho do lado e sua feminilidade que enfrenta os valores impostos na época, principalmente por expor suas opiniões, vontades e acima de tudo o enfrentamento que ela tem para com o marido, na qual desempenha um papel de autoridade no campo militar. A Alison por sua vez, faz o papel da mulher submissa, posta como louca por médicos que não conseguem aceitar que a mulher viva o luto de uma mãe pela morte do seu filho. O fiel escudeiro também é outro que vale mencionar, pois seu jeito “extravagante” permite que o enredo traga questões implicitamente abordadas, mas sem cair no expositivo ou algo que pudesse soar “explícito” pra época. Como na cena em que um dos personagens meio que diz que no exército “dariam um jeito nele”.
É um filme bastante interessante, embora com uma narrativa lenta e as vezes contemplativa. O texto também é muito bom, abrindo espaço pra subjetividade e possibilidades para que o telespectador possa interpretar da maneira que achar mais coerente em detrimento do que é posto na tela. As atuações são maravilhosas, repleta de sutilezas e nuances, pautadas muitas vezes em olhares, expressões e contemplação.
A cena final é emblemática!!
"Você está achando graça, mas há muito a ser dito sobre a vida do homem entre os homens, sem luxo, sem ornamentos. Absoluta simplicidade. Talvez seja feio e grosseiro, mas também é limpo. Limpo como um rifle. Não há vestígio de sujeira dentro ou fora, e é imaculado em sua maneira austera e viva, sua bravura. Raramente saem da visão alheia. Eles comem, treinam, tomam banho, fazem piadas e vão ao bordel juntos. Dormem lado a lado. Os alojamentos ensinam a muitos sobre cortesia e como evitar ofensas. Eles guardam a privacidade do próximo como se fosse a própria. E as amizades... Meu Deus. Existem amizades que são mais fortes do que... mais fortes do que o medo da morte. E eles nunca estão sozinhos. Nunca estão sozinhos. E, às vezes, eu os invejo."
Bem dirigido, fotografado e atuado, mas que chatice!
"Você está achando graça, mas há muito a ser dito sobre a vida do homem entre os homens, sem luxo, sem ornamentos. Absoluta simplicidade. Talvez seja feio e grosseiro, mas também é limpo. Limpo como um rifle. Não há vestígio de sujeira dentro ou fora, e é imaculado em sua maneira austera e viva, sua bravura. Raramente saem da visão alheia. Eles comem, treinam, tomam banho, fazem piadas e vão ao bordel juntos. Dormem lado a lado. Os alojamentos ensinam a muitos sobre cortesia e como evitar ofensas. Eles guardam a privacidade do próximo como se fosse a própria. E as amizades... Meu Deus. Existem amizades que são mais fortes do que... mais fortes do que o medo da morte. E eles nunca estão sozinhos. Nunca estão sozinhos. E, às vezes, eu os invejo."