Acordar preso, sob estranha acusação ou maiores esclarecimentos: a idéia riquíssima de Franz Kafka ganha uma dimensão completamente nova no roteiro de Harlod Pinter.
Josef K. (Kyle Maclachlan) começa a vislumbrar o perigo que lhe aguarda quando o sacerdote (Anthony Hopkins) lhe explica o que o Estado reserva aos inimigos da sociedade.
Mas por quê? Josef K. encontra ajuda de um advogado (Jason Roberds), mas a desperdiça quando se envolve sexualmente com sua amante (Polly Walker).
Todos os detalhes da acusação estão sob a guarda da corte suprema, com acesso vetado ao réu.
Resta ao pintor Titorelli (Alfred Molina) apontar-lhe as saídas que lhe restam.
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Adaptação de um clássico: "O processo", (The trial, 1993) https://youtu.be/INvBWYtZqRE?si=sRkzMMOh-OTxEzYf
A Passividade do Réu até faz sentido,quem não ia a Loucura com tudo isso?
A Cena do Block com o advogado só mostra um pedaço disso
O ator principal é um sem graça (a cara lembra o Cesar Filho), mas essa versão do livro do F. Kafka é bastante interessante, por 2 motivos: a história em si e a interpretação de alguns personagens, notadamente do advogado, da funcionária dele (Leni, uma delicinha que dá vontade de levar pra cama), o tio irascível de Joseph K (protagonista) e A. Hopkins no papel de padre . A primeira versão, de 1962, em preto e branco, teve direção do Orson Welles, mas mesmo assim é menos interessante, pq consegue ser mais triste e lúgubre que esta versão colorida, que, além do mais, tem a participação na parte final de Antony Hopkins, estupendo como sempre, que certamente salvaria o filme se este fosse ruim, coisa q não é.
Esse filme é o exemplo perfeito de como uma adaptação fiel ao livro nem sempre vai funcionar como filme. Apesar da boa direção, atuações e fotografia, foi o Orson Welles quem captou o espírito da obra e conseguiu transmitir a mensagem com a adaptação dele de 1962.
Lembro que assisti esse antes do original (que é melhor). É um bom filme, com um tema interessante, mas que não chega a ser aquele filme marcante.