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Data de lançamento
13 Out. 2023What Happens Later é descrito como uma "versão evoluída e nostálgica da comédia romântica". O projeto teve os direitos de distribuição adquiridos pela Bleecker Street nos Estados Unidos, que divulgou um planejamento com previsão de estreia para 2023.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Eu entendi exatamente o que esse filme tentou fazer mas ele falha miseralvelmente em tudo o que se propõe a fazer.
Bons atores num filme ruim
Aqui o maior problema é o roteiro…
Não é um filme para todos, mas Meg Ryan (que também foi a diretora) conseguiu achar um meio termo entre comédia romântica e dramática para o seu projeto.
As discussões de relacionamento e lavagem de roupas sujas entre o ex-casal podem parecer cansativas e superficiais no início, mas aos poucos as camadas mais profundas do antigo relacionamento vão surgindo e deixando as coisas mais interessantes.
O ambiente único do aeroporto as vezes pode parecer monótono mas é interessante como ao longo do filme tudo vai se tornando quase uma realidade paralela para o casal, com o narrador do alto falante servindo como uma "voz da consciência" para mediar as discussões.
Isso mostra como souberam usar a criatividade para driblar as dificuldades de se fazer um filme deste tipo, baseado 100% em diálogos. Não é tarefa fácil mas por sorte a dupla David Duchovny e Meg Ryan tem talento e carisma pra isso.
O final em aberto, com os dois pegando voos diferentes e não conseguindo trocar seus contatos, tem sugere que a história não terminaria ali e que futuramente um terceiro reencontro aleatório poderia acontecer. Dando também um sentido para o título intrigante do filme: "O que Acontece Depois".
Seria legal ver uma continuação daqui uns 20 com os dois se reencontrando de novo...
"A maioria das coisas com as quais me preocupei nunca aconteceram."
Curiosidade: O personagem de David Duchovny se chama William Davis. William B. Davis também é o nome do ator que interpretou o infame Homem Fumante em Arquivo X, série na qual Duchovny era o protagonista.
Pra quem já foi a queridinha das comédias românticas, é como sentar num divã e rever sua filmografia. Meg Ryan continua com timing para discutir relações, mesmo com diálogos muito fracos que não dão conta do potencial. A premissa é simples: um ex casal se vê obrigado a passar um tempo juntos para realizarem uma DR após terem seus respectivos voos atrasados. Calro que o roteiro vai fantasiar e facilitar esse encontro, com direito a pitadas fantasiosas (mas em termos de cinema, até que ficaram divertidas as facilitadora, pois o foco não é esse). Claustrofóbico às vezes, é um filme que passa rápido, mas as falas do casal e essa interminavel DR não se aprofundam nunca, inclusive na primeira metade quase me fazem desistir. Aqui, merecia um tato mais adulto mesmo, pois é um pós romance, é algo sobre maturidade, experiência e não simplesmente uma DR quase adolescente. Ainda bem que os atores têm carisma o suficiente para segurar as pontas.
"O que Acontece Depois" foi a pergunta que fiz quando acordei nos créditos, depois de ter dormido no meio do "longo"...opa! Longa.
Enfim, química zero nesse filme.