Não conhecia este filme, estranhamente. O que faz doloroso sentido se levarmos em consideração como as cineastas mulheres foram invisibilizadas ao longo da História, infelizmente. Temos aqui um belo exemplar do impressionismo francês. Não um dos melhores, mas um filme bastante esforçado e com momentos imageticamente impressionantes: a fotografia é linda, os efeitos visuais também (o 'flou', sempre o 'flou'...). Mas incomodei-me com as interpretações, com a repetição dos diálogos (que funcionam magistralmente no poema, mas soaram muito "quadrados" no filme) e com algo estridente no modo como as canções surgem (esta observação foi de minha mãe). É um filme que ainda lida com as dificuldades aplicativas no som. Como tal, funciona quando investe nos jogos de luzes, nas metáforas animais e florestais, na religiosidade buscada (e alcançada). Não conhecia, mas já estou divulgando apaixonadamente. É irregular, mas, quando acerta, fascina-nos! (WPC>)
O filme é baseado no poema "Erlkönig", escrito por Goethe. Há algumas questões interessantes que só quem leu o poema poderia notar. Por exemplo: a criança, no final, diz que o rei dos elfos a machucou. Em um dos trechos do poema, antes da criança dizer isso, o rei dos elfos diz: "Eu te amo, tua bela forma me atrai;/E se tu não desejas, então eu tomarei à força" ("Ich liebe dich, mich reizt deine schöne Gestalt;/Und bist du nicht willig, so brauch' ich Gewalt"). Alguns intérpretes dizem que, em verdade, a criança teria sido vítima de abuso sexual, inventando essa narrativa do "rei dos elfos". Obviamente, o filme não explora essa questão, atendo-se mais ao aspecto místicos e enfeitiçador da natureza.
Não conhecia este filme, estranhamente. O que faz doloroso sentido se levarmos em consideração como as cineastas mulheres foram invisibilizadas ao longo da História, infelizmente. Temos aqui um belo exemplar do impressionismo francês. Não um dos melhores, mas um filme bastante esforçado e com momentos imageticamente impressionantes: a fotografia é linda, os efeitos visuais também (o 'flou', sempre o 'flou'...). Mas incomodei-me com as interpretações, com a repetição dos diálogos (que funcionam magistralmente no poema, mas soaram muito "quadrados" no filme) e com algo estridente no modo como as canções surgem (esta observação foi de minha mãe). É um filme que ainda lida com as dificuldades aplicativas no som. Como tal, funciona quando investe nos jogos de luzes, nas metáforas animais e florestais, na religiosidade buscada (e alcançada). Não conhecia, mas já estou divulgando apaixonadamente. É irregular, mas, quando acerta, fascina-nos! (WPC>)
O filme é baseado no poema "Erlkönig", escrito por Goethe. Há algumas questões interessantes que só quem leu o poema poderia notar. Por exemplo: a criança, no final, diz que o rei dos elfos a machucou. Em um dos trechos do poema, antes da criança dizer isso, o rei dos elfos diz: "Eu te amo, tua bela forma me atrai;/E se tu não desejas, então eu tomarei à força" ("Ich liebe dich, mich reizt deine schöne Gestalt;/Und bist du nicht willig, so brauch' ich Gewalt"). Alguns intérpretes dizem que, em verdade, a criança teria sido vítima de abuso sexual, inventando essa narrativa do "rei dos elfos". Obviamente, o filme não explora essa questão, atendo-se mais ao aspecto místicos e enfeitiçador da natureza.
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