Um homem recebe uma visita de seu câncer. Poderia parecer uma piada de mau gosto, mas não é. O câncer se muda para sua casa. Uma ótima casa, perto de Mimes, na França, onde vive um escritor que adora beber sete ou oito garrafas de vinho branco por dia. No entanto, por mais que ele desperdice suas tardes e noites, isso não é motivo para morrer, ainda mais de um câncer.
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Interessante, divertido, melancólico e estranho. Gostei. :)
Albert Dupontel é um câncer(!) que toca a campainha de Jean Dujardin e lhe apresenta o seu diagnóstico.
É preciso entrar na vibe que o filme propõe para um melhor aproveitamento. E é muito importante ressaltar que o diretor é Bertrand Blier de "Meu marido de batom e Coquetel de assassinos" que flerta com o humor negro e o nonsense em situações onde certamente não caberiam. Mesmo que o desfecho soe um tanto inocente e até fugindo daquele cataclisma inicial, gostei (muito) do filme, pois uma das coisas que mais me impressiona é ver uma história original e nunca contada antes.
Confuso, intenso e perfeitamente interessante.
Filme fabuloso, com uma história delicada, um final surpreendente e com uma crítica soco-no-estômago implícita à negligência e à falta de sensibilidade de alguns médicos em relação aos seus pacientes (a cena em que o personagem do Jean ganha uma violenta cabeçada do médico que realizou o exame tomográfico é um claro exemplo disso, dentre outros momentos). Ao lado de "O Artista" e "99 Francos", esta película entra, para mim, na trilogia dos melhores trabalhos de Jean Dujardin.
Um humor negro delicioso na abordagem de temas existenciais, além de uma trilha sonora ímpar (e "Ne me quitte pas" na voz de Nina Simone... por deus!).
O encontro de um escritor e sua morte, o câncer: encontro, diálogos, trocas. Filme singelo, porém recomendo para todos de Letras e todos leitores blanchotianos!!