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Após escaparem das garras de Maharajah Chandra, o arquiteto Berger (Paul Hubschmid) e a dançarina Seetha (Debra Paget) são recapturados no deserto quase mortos. Maharajah decide, então, construir uma enorme tumba para enterrar a mulher que o traiu e colocar o casal de frente com vários perigos para separá-los.
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Depois de frustrar-me parcialmente com alguns aspectos do primeiro filme, apressei-me em ver o segundo. E fiquei deslumbrado: a primeira meia-hora é impressionante! Sublime(s) seqüência(s) de dança, magistral a ambigüidade progressiva e tormentosa do vilão apaixonado. O protagonista torna-se mais ativo - e até bonito - nesta continuação, mas, quando o enredo passa a dedicar mais tempo de cena à sua irmã e seu cunhado, o interesse fica periclitante. Nada que não se resolva na opulência da 'mise-en-scène', afinada aos grandes momentos da carreira languiana. Fui um tanto expelido, em termos de interesse primário no desenrolar da narrativa, durante os acontecimentos da meia-hora final, que forçam a nossa "suspensão da descrença", mas é um filme que resolve muito bem os destinos de seus personagens -e , por extensão, de uma nação cinematográfica expandida, composta por espectadores inebriados perante o exotismo das situações e cenários... (WPC>)
A missão do gênio Fritz Lang na arte cinematográfica foi quebrar tabus e ser realizador de grandes obras suntuosas como O Sepulcro Indiano. Os cenários, os figurinos já mostram quão pomposo foi a produção. O elenco está em forma, mas é Debra Paget que mais chama a nossa atenção com um personagem exótico e sensual ( a dança dela quase seminua é de uma beleza colossal). Líder indiano traído por uma dançarina a qual pretende casar-se, agora quer vingança, sepultando a amada numa tumba. A história de drama amor e pitadas de suspense são mui interessantes. O filme também tem bom ritmo e uma direção muito segura de seu realizador, que diga-se de passagem é um exímio gênio do cinema. Embora, esta fita hoje seja saboreada pelos cinéfilos como mais uma aventura "sessão da tarde", à época de seu lançamento deve ter causado frisson.
Na grande tradição de série de histórias de suspense, este filme retoma o ponto final de "O Tigre de Bengala". Depois de descoberto o romance, o arquiteto alemão Harald Berger e a bela dançarina Seetha fogem pelo deserto indiano. Nesta segunda parte, o caos toma conta de Eschnapur. Além da caça ao casal, há um plano entre os sacerdotes em depôr o marajá. A fotografia exuberante reina neste filme, realizada pelo veterano fotógrafo Richard Angst, responsável pelos filmes de montanha de Arnold Franck e Leni Riefenstahl. A geração dos Cahiers du Cinéma consideram este filme de aventuras, um dos pontos alto da carreira de Fritz Lang.
"O Sepulcro Indiano", é um clássico cult épico europeu, valorizado pela presença marcante de Debra Paget, que protagonizou numa cena, uma das danças mais sensuais e memoráveis da história do cinema. Disponível no Youtube.
Uma dançarina do palácio indiano (que está prometida ao rei) se apaixona por um arquiteto inglês que está lá a serviço da majestade. O filme já começa com a fuga dos dois “pombinhos” e o líder indiano não sossega enquanto não capturar os dois fugitivos traidores. Ao mesmo tempo uma grande tumba está sendo construída para sepultar a dançarina enquanto ela ainda está viva, e a vida da do casal apaixonado se complica ainda mais. Nada demais nessa aventura estilo “Sessão da Tarde”, mas mesmo sendo bem datada, até que tem bastante ação, com destaque para as minas subterrâneas do palácio. Uma cena em si chamou muito a atenção, a dançarina tem um número de dança memorável em frente a uma serpente com trajes ousados para aquela época. Sem trocadilhos, mas a cobra literalmente não resistiu e ficou de pé.
Debra Paget dançando com uma fantasia estilo carnaval brasileiro, é das coisas mais sensuais que vi no cinema. E que aventura gostosa de acompanhar, as cenas subterrâneas são de tirar o fôlego de tão tensas.