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Duração
Alberto é um escritor apartado do mundo devido a decisões sempre adiadas e por vezes imaginadas. Entre o escritor, o seu universo pessoal e a história que escreve ou imagina escrever perde-se a noção de fronteira. A história gira em torno de um marinheiro que um dia num porto estrangeiro encontra e perde uma rapariga. Mas entre o mundo real e o universo de ficção de Alberto é sempre difícil perceber o lugar de cada coisa.
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Devo confessar minha ignorância pois não compreendi qual o verdadeiro propósito ainda que exista um flerte de realidade e ficção e um embate entre o fazer e a imaginação, não consegui conectar os pontos da trama, se é que há alguma trama. Talvez um pouco passe por um certo ranço que criei à este cinema português bastante pautado na literatura.
- alberto, um escritor que não escreve. me fez pensar muito nos jornalistas de hoje, que não precisam ter diploma e dão a própria opinião no lugar de noticiar os fatos
- gostei como a realidade do escritor se mescla com o personagem criado
O que causa o tremor? A mistura do ficcional com uma aparente realidade. A resposta que vagueia entre os acontecimentos de uma história de amor que é impossibilitada pela linguagem que se altera na medida que é dita ou escrita. O pequeno e o grande se misturam, fazem um laço cósmico onde as imagens poéticas estão sempre anunciando algo de incompreensível. Uma corrente elétrica, o voo das aves no azul náutico, tudo isso parece evocar a solidão daqueles personagens. Todos compartilham de uma vacuidade. É sem dúvidas um trabalho de muito zelo com o texto. Luciano por exemplo, exala um fascínio, mesmo triste, o seu espirito se mantém velejante e iluminado. Tudo isso é fruto uma construção profunda entre luz e sombra no qual a diretora soube construir com maestria.
"Espero que Deus não meça o esforço do homem pelo pouco resultado que obtém"
Muito difícil de entender o português europeu. Não consegui desfrutar propriamente do filme.