O Sonho Não Acabou

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O Sonho Não Acabou (1982)
O Sonho Não Acabou
Média do filme: 3.2 de 5 — baseado em 94 votos
MÉDIAFILMOW
3.2
94 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Sérgio Rezende
País de origem Brasil 🇧🇷
Duração 99 min (1h39)

Dirigido por

Duração

99 minutos
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Sinopse

Após a opressão nos anos 60, uma nova geração de jovens em Brasília procura escapar do conformismo. Alguns deles experimentam drogas e, eventualmente, fazem parte do tráfico. Numa noite, todos se encontram no mesmo lugar, mas casa um terá um destino diferente. Este filme de Sergio Rezende marcou a estréia de vários atores no cinema brasileiro, dentre os quais Lauro Corona, Miguel Falabella e Lucélia Santos. Reconhecido pela crítica especializada como um dos 10 melhores filmes lançados em 1982.

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Minha Vida com Shurastey | Teaser Oficial

Minha Vida Com Shurastey

Comentários 0
amigos querem ver
fbiojosbatista2
Fábio
2 semanas atrás

Um retrato importante de nossa história.
Elenco de jovens e grandes artistas.

danilof
Freitas
3 meses atrás

O Sonho Não Acabou
Nacional de 82, não especificamente bom, mas interessante por mostrar uma geração pós ditadura meio perdida. O enredo dá muito essa ideia, parece começar em nada para chegar em lugar algum. Miguel Falabella, Lucelia Santos e Chico Diaz bem novinhos.

wagnerbrazil
Wagner Andrade
4 meses atrás

Finalmente conseguir assisti esse obscuro e raro filme nacional.

No início da década de 1980, uma nova década se iniciava e, com ela, a lei de anistia e o relaxamento de algumas leis arbitrárias impostas pelo regime militar permitiram que as pessoas vislumbrassem dias melhores, um futuro mais promissor e novas possibilidades, chegando até mesmo a criticar o que estava errado no passado. A AI-5 e suas restrições haviam terminado, mas a censura nas artes e na televisão persistia, embora outras coisas já não fossem vistas como subversivas. Nesse cenário, muitas bandas de rock se formaram e se tornaram a cara da década, com letras poéticas, críticas e inteligentes, um som poderoso, mais do que apenas música para as massas. Em Brasília, a capital do país, surgiram diversos grupos importantes: Legião Urbana, Capital Inicial e muitos outros; a mesma Brasília que serve de cenário para "O Sonho Não Acabou", uma obra de ficção que reflete muito da realidade do Brasil dos anos 1980. O filme de Sergio Rezende é uma carta de amor à cidade, uma cidade relativamente jovem, repleta de rebeldes, pensadores profundos e sonhadores que acreditavam e esperavam por um futuro melhor. Este é o melhor filme representativo da geração de Brasília.

"O Sonho Não Acabou" aposta em alguns clichês e talvez até deixe de lado uma história mais profunda, mas há algo irresistível ali. A atmosfera é incrível, parece que o diretor está tentando criar um manifesto de incentivo para a juventude do país: "Esperem, porque o melhor ainda está por vir". E estava mesmo. Foi naquele mesmo ano que ocorreram as primeiras eleições diretas (limitadas à eleição do governador do estado) depois de quase 20 anos; e três anos depois, o regime acabou, um novo presidente foi eleito e, em poucos anos, uma nova Constituição foi criada, com mais liberdades e direitos. Houve problemas e injustiças pelo caminho, mas aquela geração nunca deixou de acreditar em uma sociedade justa, com liberdade, justiça e respeito. Acho que este filme reflete esse espírito indomável. Aquela geração, que talvez não tivesse tudo, mas certamente sabia que era feliz e pode olhar para trás agora e dizer com orgulho: "Aqueles foram os melhores tempos".

A cena de amor entre Lucélia e Corona. É tão belamente feita e tragicamente irônica quando você assiste aos eventos do filme se desenrolarem e compara com a vida real, e a tomada não autorizada da comitiva do presidente Figueiredo, com Corona tentando alcançá-lo, mas sendo impedido por um soldado. Dá para perceber que a cinematografia é diferente, obscura, e ainda me pergunto por que a cena não foi cortada pela Censura Federal na época. Um bom retrato de como era aquela época.

Tudo o que posso dizer é que a geração atual não conseguiria encontrar um filme semelhante. Não tem ideologia, nenhuma luta a ser travada, nenhuma causa, nada além de datas e um senso de individualismo tedioso. Assim, o sonho chega ao fim e precisa ser reinventado. Mas a geração de Brasília dos anos 80 ? Esse sonho estava prestes a se tornar realidade.

editado
joseclei
Joseclei Nunes
2 anos atrás

Em "O Sonho Não Acabou", a juventude de Brasília nos anos 80 emerge como um reflexo perturbador e vibrante de uma era de transição e contestação. O filme capta, com uma sensibilidade aguda, a luta de uma geração para encontrar seu lugar em uma sociedade pós-ditadura, marcada por promessas de liberdade e pesadelos de repressão.

Os jovens de Rezende buscam desesperadamente fugir do conformismo sufocante, explorando novos caminhos através de drogas, festas e rebeldia. Essa busca é, por vezes, trágica, revelando os perigos e as ilusões do escapismo. A narrativa entrelaça destinos que se cruzam em uma noite emblemática, onde cada personagem enfrenta suas escolhas e consequências, simbolizando a encruzilhada histórica do país.

A película, com sua edição confusa e câmera na mão, reflete a própria desordem e o caos interior desses jovens. A fotografia de Edgar Moura, com suas luzes capturadas em espaços abertos, oferece uma visão rara e poética de uma Brasília em mutação, tanto física quanto emocionalmente. As atuações de Lauro Corona, Lucélia Santos e Miguel Falabella trazem uma autenticidade crua, cada um representando fragmentos de uma geração marcada por esperança e desilusão.

A produção do início dos anos 80 não é apenas um registro visual, mas uma crítica social poderosa. Ao comparar a juventude dos anos 60 e 80, percebemos um contraste entre a politização radical do passado e a aparente alienação do presente. No entanto, essa alienação é, por si só, uma forma de resistência, uma busca por identidade em meio ao consumismo e à americanização cultural.

A trilha sonora pulsante e os diálogos intensos reforçam a atmosfera de uma época em que o sonho de liberdade estava vivo, mesmo que obscuramente. O filme de Rezende é um testemunho emocional e filosófico de uma geração que, apesar das adversidades, não deixou de sonhar. Essa obra nos desafia a refletir sobre nossa própria busca por sentido e a necessidade incessante de questionar e reinventar nosso lugar no mundo.

antonioconselheiro
Antonio Conselheiro
2 anos atrás

um retrato da juventude da capital do Pais no inicio dos anos 80,E foi Bom ver atores famosos como o Breve Lauro Corona (falecido 7 anos depois desse filme) no inicio de Suas Carreiras.

editado
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